Instituto Teológico Gamaliel
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Introdução

O tema Educação Cristã, parece simples de ser discutido e estudado, no entanto, seus princípios, apesar de claros se tornam um tema de difícil definição. Mesmo entre os especialistas da área exite grande divergência na resposta à simples pergunta: O que é Educação Cristã (EC)?
A divergência de definições é tão grande, que é possível encontrar obras literárias que defendem a EC, o ensino cristão em todos os modos, e por conseguinte adota a Escola Bíblica Dominical (EBD) como sendo o grande alicerce da EC. Se a EBD, os grupos de discipulado  e os demais grupos de estudo bíblico são exemplos de EC, então o que é Ensino Religioso (ER)? Se a EBD é a melhor referência a EC?
Por esta óptica, quais são os desafios da EC visto que os alunos da EBD ou mesmo dos grupos de discipulado estão ali reunidos para aprender especificamente as doutrinas propostas por aquela organização religiosa?
O objetivo deste trabalho é traçar a linha que divide a EC do ER, definir seu conceito, modos de atuação e filosofia. Não é meu objetivo determinar qual o melhor ou maior, e sim definir claramente qual o papel de cada uma no desenvolvimento da sociedade e da fé cristã.



Atuação do Ensino Religioso
 

Como o próprio nome sugere, Ensino Religioso é o ensino da religião, ou seja, o ensinamento dos dogmas e doutrinas de dada orientação religiosa.
A palavra religião chegou a nós através do latim religio; esta palavra é usada para definir a expressão externa da crença e não necessariamente o conteúdo da mesma. Não existe sociedade na história, em que não fosse encontrado algum tipo de religião, desde as mais remotas até as modernas, a religião esta sempre presente. Em todas as formas de religião,  podemos evidenciar a presença de alguns fatores básicos presente em todas as religiões, ou seja em todas as formas de religião encontramos:
•    Livro (ou escritos) sagrado;
•    Rituais;
•    Normas;
•    Sacerdote;
•    Promessa de recompensa (em vida ou após ela);
O ER se faz necessário para instruir o recém convertido nesta série de informações inerentes à sua religião, tal instrução é essencial para o cumprimentos das regras da eventual religião escolhida. Em algumas religiões como o induísmo e o islamismo, a religião se confunde com a politica e faz parte da organização social e até nacional.
Nestes casos já nos primeiros passos como ser social, o individuo tem contato com sua religião, visto que a organização política e social são orientados pela religião, todas as suas ações terão influência de seu conhecimento empírico. Ainda no ambiente doméstico os pais fazem o papel de sacerdote a aplicam a doutrina religiosa a partir dos primeiros anos de vida. Em culturas como estas o ER está diretamente ligado a formação do caráter e na socialização mais propriamente dita.
Em culturas de grande diversidade religiosa, especialmente em países em que a liberdade religiosa é um direito constitucional, o cenário do ER se manifestada de forma diferenciada.
O primeiro contato com a religião também é no lar, no entanto, a religião não apresenta nenhum traço cível, os valores de sua religião são constantemente comparados com o de outras religiões, e ao longo da vida haverá esta “transculturação religiosa.” O ER, então, se presta no ambiente doméstico e na instituição religiosa escolhida, é importante ressaltar que a orientação religiosa em nada impacta no ambiente social, visto que a instrução religiosa não tem efeito civil.
O cidadão brasileiro tem amparo constitucional para exercer a religião de sua escolha, sendo também possível mudar de religião conforme assim o desejar, e isto não terá qualquer prejuízo à sua cidadania. Tal liberdade tem amparo constitucional, através do Artigo 50 incisos VI e VIII, a saber respectivamente, “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,(...)”
A grande diversidade religiosa, e especialmente no Brasil, torna claro a necessidade do ER, pois toda prática requer conhecimentos específicos, e é papel do ER a instrução do leigo em seus ritos e costumes religiosos.


Ensino Religioso no Brasil
 

O ER no Brasil passou por grandes mudanças desde o império até os dias de hoje. É bom lembrar que a Constituição foi promulgada em 1988, mas a história do Brasil começa bem antes.
Durante a Brasil Colonia (1500-1800) foi desenvolvido o Ensino Religioso com o objetivo de expandir a religião oficial. Deu-se inicio a evangelização dos indígenas e catequese dos negros. Tal ação religiosa trouxe adesão em massa ao cristianismo no Brasil, esta ação foi exaustivamente utilizada pelo imperador visto que deste modo ele detinha o poder político e espiritual; tudo conforme uma  aliança feita entre o estado Português e a Igreja Católica.
A proclamação da república trouxe grandes mudanças para o ensino religioso a Constituição Federal com a expressão do artigo 72, parágrafo 6 diz: “Será leigo o ensino ministrado nos estabelecimentos público,”. Mesmo com a nova lei em vigor, o ER se manteve fiel aos princípios da Igreja Católica, isto gerou grande polêmica, os Bispos católicos tentavam explicar aos demais líderes religiosos que “ensino leigo” não é o mesmo que “ateu”. Nos anos seguintes a Igreja Católica, toma posição e defende o ensino da religião como resultado da liberdade religiosa e liberdade de consciência.
Somente através do  Decreto de 30 de abril de 1931, artigo 153, a saber: “O ensino religioso será de matrícula facultativa e ministrado de acordo com os princípios da confissão religiosa do aluno, manifestado pelos pais e responsáveis e constituirá matéria dos horários nas escolas públicas primárias, secundárias profissionais e normais”
Alheio a toda esta polêmica, a educação estava interessada basicamente na formação profissional e militar. Com isso, o ensino religioso perde assim seu caráter de obrigatoriedade,  e não exige presença obrigatória dos alunos.
A partir do texto do art. 33 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, reza que: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão, constitui disciplina de horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.”
Com isto o ensino religioso se torna parte essencial para a formação do cidadão, é também reconhecido como disciplina nos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. 
Este assunto ainda não está encerrado, um tema de grande polêmica e de interesse de todos, deve ser ampla e exaustivamente discutido. A religião é presente em nossa sociedade, respeitar a liberdade e diversidade religiosa e ainda admitir uma grade de ER que satisfaça a todos é um trabalho que exige tempo, dedicação e muita tolerância. Formar cidadãos com consciência e conhecimento religioso, em um ensino laico e sem proselitismo, é o que espera o cumprimento da LDB e da Constituição Brasileira.
Agora, cabe aos mestres em ensino religioso buscar cada vez mais, respeitar a pluralidade cultural e a liberdade religiosa, na tentativa de vincular os valores fundamentais da vida através do ensino religioso.

 

Conclusão sobre Ensino Religioso
 

Neste pequeno esboço, que traça em breves palavras a presença do ER no Brasil, e também algumas formas de ER (tanto familiar, como escolar), identificamos que é um tema que merece nossa atenção. Ela pode ser interessante quando corrobora com a educação recebida em casa, no entanto, pode ser importuno quando instrui em outra religião que não seja aquela escolhida.
Na LDB fica claro que no ER é vedado o proselitismo, ainda assim fica difícil determinar até que ponto do currículo a simples informação sobre o movimento religioso deixar de ser informação e passa a ser instrução religiosa com o objetivo de evangelizar os alunos.
Outro ponto a ser destacado é que se existe grande diversidade religiosa onde encontrar uma grade curricular que satisfaça esta gama de religiões representadas pelos alunos? Se as aulas de ER são facultativas, onde ficarão os alunos que não assistirão àquela aula específica? Se a frequencia é facultativa, e as aulas de ER não atendem a todos os alunos não é um desperdício de recursos manter esta matéria na grade curricular?
Como foi proposto no inicio deste texto, o ER ainda é um tema a ser exaustivamente debatido, e os rumos do ER deve ser novamente repensado e planejado de forma a realmente formar cidadãos conscientes e maduros e não apenas satisfazer a classe religiosa dominante.



Atuação da Educação Cristã
 

Diferentemente do ER, a Educação Cristã (EC) não trata do assunto “Religião” em si, mas sim do ponto de vista cristão da Educação. Em suma, ela não é uma matéria da grade escolar, e sim uma filosofia na educação. Podemos determiná-la como o molde que fundamenta a educação convencional nos princípios morais cristãos.
Isto não quer dizer necessariamente a inclusão no currículo escolar matérias que envolvam a Bíblia ou mesmo temas que envolvam o cristianismo, lembro que esta é a proposta do ER. A EC tem por objetivo a atuação mais filosófica e tanto quanto subjetiva, pois ela não é a uma matéria em si.
A Doutora em Filosofia e Mestre em educação Jane Rangel Alves Barbosa, define educação como “um processo que se baseia na reflexão sobre a realidade e, ao mesmo tempo, assimila suas necessidades e a crítica em suas inconsistências, agindo no sentido de atendê-la em muitos aspectos. Portanto, está embasada na Filosofia, na Sociologia, na Psicologia, na Antropologia e no contexto histórico” (2009 pág 30).
O dicionário Priberam define educação como sendo “Conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito”.
Pelos conceitos acima apresentados, entendemos que a educação é mais que mera instrução em dada disciplina. Cada disciplina do currículo escolar é importante e a formação do caráter e o desenvolvimento da sociedade depende desta instrução. Sendo assim a EC “é um processo de treinamento e desenvolvimento da pessoa e de seus dons naturais à luz da perspectiva cristã da vida, da realidade, do mundo e do homem.”
A Bíblia, é um livro sagrado para os cristãos; ela é o manual para a salvação de todo aquele que crê. Entretanto, é também um livro histórico e de sabedoria. Portanto, ser um observador e amante das Sagradas Escrituras, exige atenção especial a estes princípios. Religião, em sua forma latina religio é usada para definir a expressão externa da crença, portanto compõe seus ritos e dogmas.
O cristianismo, por sua vez, demonstra esta forma externa de crença, não apenas em ritos e dogmas, mas em princípios, como: respeito, honestidade e amor ao próximo. Como exemplo, podemos destacar que é ensinamento do cristianismo, que, se houver cumprimento dos ritos, mas sem amor, nada vale; e também, que o que o Senhor Deus espera de nós é “justiça e misericórdia com o próximo, a saber:
•    I Cor 13: 2 “Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.”
•    Mq 6:8 “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?”
O pensamento cristão excede os limites do dogmas religiosos, e se apresenta como sendo um manual de vida social exemplar. As melhores constituições do mundo tem base nos princípios cristãos, a declaração universal dos direitos humanos em nada fere as sagradas escrituras. Não há motivos para pensar em proselitismo neste momento, e sim, que, se abordarmos a filosofia cristã na educação, toda a sociedade tem a ganhar, visto que ela contribuirá para o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária.
Um olhar pela história
O renascimento, ou renascença, deu ao homem a oportunidade de pensar livremente, de traçar seu destino, tanto através dos conhecimentos (astronomia, química), quanto através da política (o ideal republicano), das técnicas (medicina, arquitetura, engenharia, navegação) e das artes (pintura, escultura, literatura, teatro). A importância de tal conquista é inquestionável. A reforma protestante, não trouxe luz apenas a escuridão espiritual, trouxe também liberdade ideológica a todos.
Com o poder politico e ideológico da igreja abalado, o pensamento livre ganha espaço. Não era mais preciso do consentimento da igreja para se apresentar uma tese; ninguém mais morreria queimado se contrariasse a igreja. O racionalismo ganha espaço, todo o pensamento se volta para a razão. A fé passa a ser classificado como assunto místico, sem comprovação científica, portanto, assunto sem importância. O pensamento chave é a razão, como a fé não pode ser comprovada unicamente pela razão, qualquer assunto que envolvesse a religião se tornou desprezível.
Esta foi uma era de grande desenvolvimento em vários ramos do saber, especialmente na politica e na ciência; contudo qualquer assunto que envolvesse a fé, ou ideais que partissem de qualquer orientação religiosa foi vedado.
O marxismo, que através de Karl Marx, imortal fundador do comunismo científico, encontra na escola racionalista a força necessária para a teoria e prática da luta de classes, a revolução sobre o proletariado internacional. A crítica contra a sociedade burguesa foi o início de grandes ideais de igualdade e luta por melhores condições. Karl Marx, através de seus ideais de luta em defesa das classes baixas, fez grandes revoluções. Não apenas em sua época, mas abriu precedentes para outros grandes momentos na história. Sua atuação, foi destrutiva e construtiva; destrutiva, na medida em que proclamou a morte da burguesia, e construtiva, uma vez que anunciou a vitória do proletariado.
A escolástica, condicionava todo o conhecimento à prova da Bíblia, ou seja, todas as teses e estudos só eram reconhecidos como verdadeiros se aprovados pelas autoridades ligadas a igreja. Portanto cada teoria, tese ou argumento deveria ser refutado ou defendida por argumentos tirados da bíblia. Caso fosse refutado o autor da tese poderia ser chamado de herege, e sabemos, através da história, que muitos morreram por defenderem suas idéias científicas.


Educação Moderna
 

Este sucinto olhar para a história, foi capaz de comprar a opressão religiosa da idade média em relação ao desenvolvimento científico e filosófico, com a liberdade trazida pelo renascença e, mais tarde a luta das classes através do marxismo. O prejuízo religioso recebido a partir da renascença é incalculável, no entanto, o desenvolvimento científico (de modo geral) parece compensar todo a escuridão espirital vivida desde então.
É inegável as contribuições do racionalismo, como marco não apenas histórico, mas como início de uma nova era nas civilizações como contexto geral. A educação moderna, por sua vez, possui traços do racionalismo e marxismo. E educação de base e mesmo a superior está fundamentada em princípios racionalistas.
A forma básica de educação consiste no currículo das artes liberais, ou seja, desenvolver a arte de ser um homem livre. A questão primas é: “o que é liberdade”? Os humanistas discutem este conceito de liberdade; deste modo, liberdade é a possibilidade dada aos homens através de homens e por meios naturais. Os dois instrumentos básicos para a libertação natural do homem são, primeiro, a educação e, segundo, o planejamento e controle exercido pelo Estado. Na atualidade ambos os instrumentos se encontram em pleno uso.
Outro conceito de liberdade largamente ensinado e vivido é o da liberdade plena, ou liberdade essencial. Em outras palavras é o mesmo que “viver a vida do jeito que quiser”. Liberdade plena em todos os sentidos; ou podemos defini-la como uma independência de Deus, do homem, do passado, do presente e do futuro, para viver segundo as demandas do ego, ser livre para ser seu próprio deus, determinando o que é bom e o que é mal em termos de seus próprios desejos.
É importante lembrar que tudo o que o método científico não pode comprovar não pode existir, e que a mente autônoma do homem é o arbítrio final da realidade. Nestes termos, liberdade significa a independência do homem com respeito a Deus e a qualquer lei ou principio que tenha qualquer raiz em Deus ou em escritos sagrados.
A educação moderna, então, ensina a liberdade, no entanto, como um ato de rebeldia, rebelião e revolução. Se o homem é livre de qualquer obrigação e tem o dever de contestar e duvidar sempre. Isto significa que o bom aluno desafia cada vez mais a seus pais, a seus professores e à sociedade.


Conclusão sobre Educação Cristã
 

Não está em questão aqui as contribuições sociais alcançadas com o racionalismo, e sim as percas. A supervalorização do individuo e o total desprendimento dos princípios cristãos trouxe valores para a sociedade que não estão em acordo com os princípios das escrituras. E são palco para a degradação da sociedade.
Citando apenas um exemplo, podemos compara a alegria de um pai em saber que o filho tem vida sexual ativa, e apoiar o ato sexual antes do casamento, justamente por que ele é livre e pode fazer o que quiser com o corpo. No mesmo cenário poderemos presenciar o desgosto do mesmo pai e saber que sua filha adolescente também tem vida sexual ativa e está fazendo o que quer com o seu corpo, pois ela é livre.
O ideal de liberdade pregado pelo racionalismo e humanismo, ensina crianças e jovens a deliberadamente contestar as autoridades e simplesmente desacreditar em princípios morais cristãos. A ordem social e muitas vezes até familiar é colocada em cheque.
É comum encontrar educadores que classifiquem a juventude como “a idade da rebeldia”, e dizerem que em breve serão maduros e estarão prontos para assumir seu papel na sociedade. Ora, tudo o que foi ensinado na escola, todos os princípios de liberdade, e “viver a vida” devem ser encarados como uma fase da juventude e então quando esta “fase” passar, ou seja, quando o jovem não for mais rebelde, ou seja, quando ele esquecer toda a filosofia de educação que recebeu a vida toda. Aí sim ele estará pronto para “assumir seu papel” na sociedade.
O grande avanço social e científico alcançado até então, não pode ser desprezado, no entanto, se faz necessário a presença de valores cristãos no currículo escolar, não como disciplina visto que este é papel do ensino religioso. Mas sim como filosofia de educação, pois ao contrário da prática educacional atual, os valores cristão são ensinados para as crianças e esperamos que elas cresçam com estes princípios e jamais os abandone, pois só assim teremos uma sociedade justa, igualitária, com qualidade de vida e espaço para todos.



Conclusão Final
 

Ensino Religioso e Educação Cristã, no primeiro momento, parecem ser semelhantes em quase todos os aspectos. Entretanto, após definir seus alicerces e propósitos, fica claro a importância e diferenças entre cada um.
Assim como a presença da religião, a concepção do ER faz parte do dia-a-dia de todos. A instrução sobre os princípios e dogmas de cada religião deve ser ensinado a seus adeptos, e este é o papel do ER. Numa sociedade de grande diversidade religiosa como a brasileira, o debate se faz em torno do currículo, de como deve ser praticado o ER nas escolas. Legalmente o ER deve ser laico e vedado o proselitismo, então a pratica educacional religiosa deve apenas instruir nas diversas religiões com o intuito de formar cidadãos conscientes, moral e civicamente, usando além de todas as matérias da grade curricular o ER.
Proposta, não exatamente como prática educacional, mas sim como fundamento da educação, a EC propõe não a mudança do currículo escolar para se adaptar ao cristianismo, mas sim como filosofia. Os ideais humanistas e racionalistas contribuíram para o desenvolvimento politico e social, no entanto, quanto à consciência moral, ética, de valores familiares, entre outros ficaram prejudicados.
Tal proposta confunde liberdade com libertinagem, desrespeita o espaço alheio, confunde liberdade com rebeldia, além de se contradizer quanto ao conceito do que é maturidade. Se existe a idade da rebeldia e a idade da maturidade, por que ensinar liberdade em confusão com a rebeldia ao invés de ensinar “liberdade com maturidade”.
Portanto a EC deve conduzir a formação de crianças e jovens, não a volta da escolástica que queimava na fogueira os cientistas, mas sim a valorização dos princípios cristão na educação, não os valores religiosos de cada igreja que se julga cristã, mas sim os valores morais, éticos, e de responsabilidade social que são a base do cristianismo.

“Aguardemos alguém, seja Deus, seja um homem inspirado, que nos instrua sobre os nosso deveres e que afastemos as trevas dos nosso olhos” Sócrates
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Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.
Miquéias 6:8

 

Referências Bibliográficas
 

PAZMIÑO, Robert W. Temas fundamentais da educação cristã. São Paulo: Cultura Cristã,2008

RICHARDS, Lawrence O. Teologia da educação cristã. São Paulo: Vida Nova, 1983.

Ellen G. White. Fundamentos da Educação Cristã. CPB,2003
Ross House Books. The Philosophy of the Christian Curriculum, p. 116-118. (Tradução  Márcio Santana Sobrinho)

Julio Zabatiero. Novos caminhos para a educação cristã, Editora Hagnos

Sandra dos Reis Barros. Ensino religioso na formação do cidadão; Publicação independente da Associação de Educação Católica de São Paulo [aec-sp@aec-sp.org.br]
Augustus Nicodemus Lopes. Definindo e defendendo a Educação Cristã. Associação Internacional de Escolas Cristãs, disponível em http://acsibrasil.org/Portals/acsibrazil/_files/Articles/Definindo%20e%20defendendo%20a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20Crist%C3%A3.pdf

Douglas, J. D, Novo Dicionário da Bíblica, Editora Nova Vida, 2006

ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Vademecum Universitário de Direito: Jurídica Brasileira. São Paulo, 2002.
 
 
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