Curso de Liderança
Cristã
1) A Imagem do
Líder (introdução);
a) Sete Atributos
do Líder Cristão;
i) Exemplo;
ii) Comunicação;
iii) Habilidade;
iv) Motivação;
v) Autoridade;
vi) Estratégia;
vii) Amor;
2) Liderança e a
Bíblia;
a) Autoridade e
submissão;
b) Análise de
líderes bíblicos;
i) Moisés
ii) Saul
iii) Davi
iv) Absalão
v) Jesus Cristo
vi) Paulo
3) Técnicas de
Administração e Liderança
a) Conceitos;
i) Organização;
ii) Missão e alvo;
iii) Planejamento
Estratégico;
b) Prioridades
c) Lidando com
problemas
4) Definições
para a liderança IBJP
A Imagem do Líder
Líder, s.m., chefe; condutor; tipo
representativo de uma sociedade, aquele que está em função de prestígio pessoal
e aceito pelos dirigidos.
O
conceito de liderança está impregnado em toda a obra de Deus, a começar do
próprio céu. Ao olharmos para a natureza vemos animais líderes do seu bando,
geralmente os mais velozes e mais fortes e também aqueles que têm o dever de guiar o seu bando até o lago de águas pacíficas
para saciar a sede ou até o alimento esteja onde ele estiver. Se o líder de uma
manada de búfalos não conseguir água, não só ele mas todos os seus poderão ser
dizimados pela sua ineficiência. Ao contrário, se um líder de cãos-da-pradaria, for astuto e
observador conseguirá proteger a sua descendência e garantir a população do
conjunto.
Não obstante, Deus nos deixou, como exemplo, a
história dos líderes bíblicos, bons, ruins, relaxados, ineficientes, etc., e
eles eram os responsáveis pela situação em que o povo escolhido se encontrava.
Um bom líder fazia Israel prosperar, mas se fosse relapso perante Deus, o povo
da mesma forma procedia e isso trazia sérias conseqüências a nação. Um mal
líder trazia revoltas e até mesmo a divisão do reino, como Roboão.
O
líder cristão é a peça chave, por isso, sempre é o mais valioso, é aquele que sempre enxerga o futuro e conduz
o povo, é aquele que instrui o povo a que caminho seguir e ao mesmo tempo serve
um por um para que todo o conjunto possa andar a um passo só. É aquele que, ao
contrário do que ocorre na natureza, dá a mão ao mais fraco e não o abandona a
mercê dos chacais. O que acalma os mais peraltas e regula todos em uma marcha
só.
Um
líder é formado pela própria vida, por aquilo que Deus o ensina desde a sua
conversão, é formado pelo seu caráter e pela sua vontade de prestar culto a
Deus e servir o seu próximo, por isso este estudo não visa formar um líder, mas
sim apresentar pontos interessantes àquele que já é um líder, e como tal, está
procurando cada vez mais aperfeiçoar-se no seu papel.
"God Save the Leaders!", sejam eles
instrumentos de benção para a minha vida.
Jeferson T. Souza
WolfPoet
Os
Sete Atributos do Líder Cristão
1)
Exemplo: O primeiro atributo do Líder Cristão
(“O que mais ensina
são os nossos atos”)
O primeiro atributo, e o mais expressivo de um líder, é o seu
exemplo. Na verdade, é o exemplo que demonstra a veracidade de todos as outras
qualidades do líder, nele se resume, o seu amor, a sua autoridade, a sua
motivação, a sua habilidade. É o exemplo como uma jóia , provada pelo tempo, de
onde provem todo o brilho do sucesso ministerial do líder cristão.
É
totalmente inútil qualquer líder insistir em um ministério, e tentar revelar
qualidades se não for através do exemplo, a própria Bíblia diz: “Pelos seus
frutos os conhecereis...” (Mateus 7:20).
Mas,
um líder que demonstra exemplos de vida, muitas vezes até sem usar palavras,
ensina melhor do que aquele que apenas teoriza conceitos.
Exemplos
que se pode enumerar em um líder são:
- Honestidade
no seu relacionamento com a sociedade;
Todo
cristão , principalmente o líder deve ter um bom relacionamento com a
sociedade, dentro e fora da igreja, seus vizinhos, amigos, parentes e
autoridades, não devendo nada a ninguém,
senão o amor ( Rom 13:8).
E
dever amor ao próximo é muito mais do que não fazer mal a ele, ou esperar que
ele venha até sua porta pedir-lhe o bem, antes, é compadecer-se de justos e
pecadores. Pois foi esse o exemplo deixado por Cristo.
a) O líder
e a sociedade da igreja;
Na
igreja, congregação dos justos, o líder não deve ser insocial, porém
imparcial, deve estar sempre presente no
povo, e agir com senso de justiça, não deixando que os conceitos que o mundo tem, partidarismo, interesse
pessoal, ambição, influencie na hora de tomar atitudes. Aquele que está a frente, não deve deixar motivos para que
existam discórdias dentro da igreja por causa da sua pessoa, não deve abusar do
fato de ser líder, ou irmão, para lançar mãos dos bens alheios, explorar o seu
próximo ou agir com desprezo, confiando no perdão do outro. Mas , infelizmente,
há dentro das igrejas, líderes autoritários, exploradores, que lançam mão do
seu cargo até mesmo para lesar o seu próximo.
b) O líder e a sociedade secular ;
Igualmente,
no meio dos ímpios, o líder deve agir com amor, e não pode ser omisso, levar a
igreja a fazer diferença no meio em que
vive.
Jeremias
nos mostra os quatro pilares da influência que o líder deve levar a igreja a
ter na sociedade.
O líder cristão deve levar o grupo a
ter presença na comunidade, deve ser a
presença no ministério da oração, deve ser presença no ministério da prática e
no ministério da proclamação que abrange a prática;
- A Presença Da Igreja na
comunidade: Deve ser uma presença transformadora Jr. 29:5 Tg.
1:9,13,17. Uma presença consciente , edificando casas chamando para sermos sal. Aqui Jeremias está
instruindo os exilados de Deus a não terem para com a cidade uma postura de
exilados. Ele está dizendo: "Invistam
em imóveis, ingressem na vida econômica da cidade!" . E é isso que
devemos tomar como exemplo para não só limitarmos o nosso evangelismo e aos
cultos aos domingos, e sim, uma presença constante;
- a presença na oração: Orando
intensamente Is : 62:1-7; Orando pela Paz da comunidade, pela reforma no
processo econômico e político , e pela segurança;
- A Presença Na Proclamação E
Na Prática: Somos responsáveis por compartilhar a Fé que está dentro
de nós. I Cor 9:16. E que esse ministério deve ser edificado com oração e
prática.
c) O líder e a sua família
Além
desses pontos, o líder não pode esquecer de ser honesto também com sua família
. Ser honesto com a família não indica
apenas fidelidade ao cônjuge ou aos pais, mas sim uma presença, uma
participação e prioridade.
Deus,
como lemos no livro de Gênesis, estabeleceu a instituição do matrimônio, para
vivermos os dois como um. Mas o líder enfrenta problemas quanto a prioridades
entre o ministério e o seu lar. Qual deles deve ter prioridade quando surge um
conflito? Há quem considere que não existe problema, dizendo: “Eu sempre ponho a obra de Deus em
primeiro lugar”. Mas lembremo-nos de
que os votos declarados no dia do casamento não perdem sua força no ministério.
Devemos não ser líder na igreja, e motivo de repreensão em casa, mas sim amar o
cônjuge, os filhos, aconselhá-los, confortá-los e ensinar-lhes os caminhos do
Senhor .
Muitas
vezes há filhos menores em casa, o
ministério principal da mãe já está estabelecido. Na passagem dos anos, ela
naturalmente terá mais tempo para dedicar à obra, e o marido deveria
encorajá-la a começar ou recomeçar algum ministério segundo a direção de Deus.
O importante é reconhecer que Deus tem ordenado a todos nós que cuidemos de
nossas famílias. Ocasionalmente, quando existe um problema sério ou doença grave,
somos obrigados a dar prioridade à família. Obedecer a chamada divina não nos
isenta das obrigações familiares. Vamos, então , cumprir o nosso dever em ambas
as áreas, sempre usando o bom senso e buscando a direção de Deus.
- Bom
Senso
Bom
senso é a capacidade de julgar imparcialmente todas as partes que envolvem uma
situação e agir de forma a não prejudicar, ou a prejudicar o menor número de pessoas, também é a
capacidade de exercer justiça principalmente em períodos de difícil escolha.
O
Bom Senso envolve várias áreas da liderança, devemos ter bom senso:
a) nas
decisões;
O
bom líder cristão, deve agir com este bom senso nas suas decisões, pois delas
dependem não só o andamento do ministério, mas também a vidas das pessoas
relacionadas com este. Para tomar suas decisões, o líder deve estar em oração
buscando a direção de Deus em todo o tempo, buscar apoios bíblicos para a sua
decisão e averiguar as conseqüências posteriores da sua decisão.
b) na
agenda;
Talvez
este seja o tópico em que os líderes mais erram atualmente. Marcar visitas,
evangelismos, e repetidas vezes faltar aos mesmos, atrasar nos seus
compromissos, nos pagamentos de contas , impostos e dívidas com o seu próximo,
agendar inúmeros compromissos de forma a não ter vida social ou vida familiar
são casos comuns aos líderes evangélicos, que muitas vezes colocam na fé a
desculpa para agir de forma errônea.
Vale
a pena lembrarmos aqui que o líder jamais será perfeito, por isso ele deve
saber distribuir as tarefas, concedendo
responsabilidades e esforçando-se para cumprir cabalmente as atividades que lhe
são devidas.
Conheço
um pastor e professor de seminário, que ao ver sua incapacidade de agir com
bom-senso com sua agenda, entregou a mesma à sua esposa, deixando a ela a responsabilidade de lhe agendar
compromissos, lembrar-lhe dos mesmos, e organizar os dias. Diante da sua falha,
ele agiu da melhor forma possível colocando outras pessoas ao seu lado para
alcançar uma boa disciplina.
- Disciplina;
Este
deve ser o ponto chave não só dos líderes mas de todos os cristãos. Segundo o
dicionário disciplina é ordem, respeito,
obediência às leis.
a)Na
oração :
A
disciplina é uma forma de conseguirmos mantermos um ritmo diário sem
declinarmos espiritualmente num mundo agitado que nos esgota o tempo.
Ter
um momento diário pré-determinado para dedicarmos à oração é um dos maiores
exemplos que um líder pode dar de que nem só de pão vive o homem ( Mateus 4:4).
Daniel,
um líder bíblico, apesar de toda agitação da sua vida no cargo de governador de
uma nação, tinha uma disciplina diária de oração e dedicação a Deus, âncora
esta que não lhe permitiu regredir diante dos maiores problemas da vida.
b) a hora do silêncio
É também
um exemplo do líder, o saber quando se calar.( Eclesiastes 3:7). O silêncio na
hora certa, transmite muito mais mensagens do que as palavras. Podemos ver o
próprio exemplo na vida de Jesus Cristo, e as inúmeras vezes que o seu silêncio
chegou a incomodar os ímpios.
Às
vezes , o líder revela a sua indisciplina e o seu mau exemplo, atendo-se a
contendas e rixas que não edificam mas traz um maior endurecimento no coração
daqueles que ouvem, tentando se
justificar ou impor suas vontades, mas deve-se lembrar que mesmo certos, às vezes o silêncio é a maior arma
para fazer com que os liderados aprendam .
c) Fugir do mal;
O líder
, que muitas vezes não chega a praticar o mal, deve zelar pelo seu testemunho,
por causa dos seus liderados, deve ter em mente o que está pensando de si as pessoas que estão lhe vendo. Se está despertando
motivos nos seus liderados para pecarem .
Entretanto,
um extremismo tem ocorrido dentro da
igreja nos dias de hoje . Líderes tem imposto uma série de proibições sobre si
e sobre os seus liderados sob o medo do julgo, e com isso, fazendo um grande
erro, porque são as proibições que despertam os desejos mais árduos.
- Humildade
e espírito servil
a) perante
Deus;
O líder deve se posicionar abaixo de Deus, observando sempre
os seus preceitos para saber qual é a vontade do Pai. Não deve ter de si mesmo
a impressão de que conhece toda a direção de Deus, mas tem que se colocar de
forma humilde e servil, sabendo que Deus pode fazer-lhe passar por situações
diferentes na vida.
Atitudes
como murmurações, indignações , as famosas frases: “eu não aceito isso, sou
filho do Rei!” por parte dos líderes servem para debilitar a fé dos liderados.
Entretanto deve-se saber diferenciar o que é murmuração da confissão.
Confessar
seus defeitos, angústias e fraquezas diante dos liderados não é sinal de
defeito, mas sim maturidade, desde que tanto o líder quanto os liderados saibam
e tenham em mente as Palavras de Deus.
b) perante
os homens;
Líderes
não podem se comportar como reis absolutistas, querendo para si as primícias de
todas as coisas, mas antes, devem ser os primeiros prontos a servir, assim como
Jesus lavou os pés dos seus discípulos.
Se
diante do mesmo tiver de escolher entre dois pratos, sendo um pior, deve dar o
exemplo, deixando aos liderados o melhor.
2) Comunicação
O
fato de ser humilde , está longe de ser ignorante e inculto, um homem para
liderar, deve dominar bem o assunto sobre qual lidera, não só isso, mas deve
também saber passar esse conhecimento adiante.
A
mensagem do líder deve ser eficiente, não um montante de palavras desordenadas
que nada transmite. Os liderados esperam do líder palavras de soluções, não
protelações.
As
palavras do líder deve ser adequada ao conhecimento dos seus liderados, com uma
linguagem clara, concisa, correta e precisa, mas longe de ser confusa e
inintelegível. É melhor aos líderes dominarem conceitos de oratória, e
homilética.
Mas
comunicar não significa apenas falar, o líder deve saber ouvir críticas e
conselhos e julgá-los com bom senso
para promover uma melhor eficiência do seu ministério . Deve também estar de
ouvidos abertos a Deus, e a sua família.
Resumindo,
o líder não deve fugir da responsabilidade de se comunicar, seja por medo,
impaciência, orgulho ou qualquer outro sentimento.
3) Habilidade
O
líder deve saber que não possui todas as habilidades necessárias ao seu
ministério, por isso deve descobrir qual dom Deus lhe reservou, adquirir
conhecimento para melhor desempenhar
este dom, e ter um quociente emocional equilibrado para saber relacionar-se com
as pessoas.
Por
não ter todas as habilidades necessárias, ele deve aprender a "delegar
poderes". Essa é a função primordial do líder. Ele não é aquele que sabe
fazer tudo melhor do que todos, mas sim aquele que está a frente para organizar o trabalho, entregando as
tarefas adequadas às pessoas adequadas. A principal habilidade do líder deve estar em dividir, organizar, e
canalizar recursos e pessoas para atingirem o seu alvo.
Todos
gostam de ter uma função definida, principalmente se essa função lhe investe de
um sentimento de poder fazer algo por conta própria, de responsabilidade, de
saber que o seu líder confia nele. Quando somos adolescentes e
pré-adolescentes, nosso maior prazer é quando o nosso líder, seja pai,
professor, ou até mesmo o líder da nossa "turminha", chega até nós
nos dando uma tarefa, principalmente quando ele não nos indica o meio de como
fazer essa tarefa, confiando em nosso talento, sabendo que podemos executá-la.
E quanto mais difícil o que nos foi ordenado, mais fazemos com alegria e espírito desafiante. E logo retornamos ao
nosso líder esperando outra "missão impossível" . Isso nos faz
parecer importantes, isso nos faz ter compromisso com o trabalho.
O
exemplo maior dessa atitude temos no nosso próprio Líder Maior, ele nos dá o
chamado, que a primeira vista parece que para ser executado depende
inteiramente da nossa disponibilidade e capacidade, e isso é que muitas vezes
nos traz ânimo para continuarmos, a sensação de desafio.
O
homem gosta de desafios. E a habilidade do líder está em trazer estes desafios
para os seus liderados.
4) Motivação
Há
várias motivações erradas que mantêm os líderes nos ministérios, uns por
dinheiro, outros por "status",
o líder deve reconhecer com franqueza, qual a sua verdadeira motivação de estar
em um ministério de Deus, levando em conta que de todas as coisas Deus pedirá
conta.
Os
psicólogos desde há muito têm consciência da importância da motivação. Os
padrões de conduta, sejam eles bons ou maus, podem ser diretamente traçados até
aos motivos dos indivíduos. Decisões, quer importantes quer não, são afetadas
pelos nossos motivos. Muito tempo se gasta na introspeção e na análise de por
que as pessoas reagem da maneira como o
fazem.
A
motivação é também um tópico vital na liderança. Atualmente, as pessoas
questionam a sabedoria das decisões dos seus líderes, por haverem sido mal
impressionadas pelos motivos errados de líderes de ontem. Assim, ouvimos
comentários como: "Ele só visa a seus próprios interesses". Ou :
"Todos eles são iguais. Ninguém pode confiar neles!". E quando alguém
parece obter sucesso, as pessoas criticam como segue : "Se você realmente
o conhecesse, saberia porque ele está agindo desse modo!". Sim, pomos em
dúvida os motivos das pessoas.
Há
seis áreas nas quais um líder espiritual deve ser especialmente cauteloso
quanto aos seus motivos. Em cada uma dessas áreas há algum motivo impróprio que
pode destruir a eficácia de um líder espiritual.
a) Evite uma posição que conduza ao orgulho
O
desejo que alguém tem de querer ser o primeiro em tudo tem suas raízes no
orgulho, o que o Senhor odeia . ( ver Provérbios 6.17).
Orgulho
e Serviço.
O
orgulho está vinculado a títulos retumbantes e a ofícios fantasiosos. O orgulho
cobiça o reconhecimento público e busca exibir-se perante os olhos alheios. Uma
pessoa motivada por sua posição inclina-se mais a enfatizar a sua autoridade do
que o serviço que pode prestar a seus semelhantes.
A
sede de posição cega-nos os olhos para os sentimentos das pessoas ao nosso
redor ou sob nossa supervisão. A autoridade é, então, encarada como um título ou
como a descrição de uma ocupação , ao invés de ser considerada como uma
responsabilidade que somente Deus pode ajudar a pessoa a cumpri-la.
O melhor líder é aquele dotado do coração de
um servo. Ele não exibe parcialidade, mas aprende a ser "escravo de
todos".
Jesus
ilustrou esse problema em Suas observações a respeito dos escribas e dos
fariseus ( ver Mateus 23.6-12). O problema daquela gente era o desejo que tinha
por honrarias e posições. Eles apreciavam os lugares de "honra" e os
"assentos principais nas sinagogas". Eles queriam ser tratados com
respeito. Desconheciam quase totalmente o que significa alguém ser um servo.
Três
motivos básicos explicam o desejo que um líder possa ter por posições.
O Desejo de Uma Autoridade Máxima. É difícil, para pessoas motivadas pelo desejo de posição,
mostrarem-se subservientes a outras. Em
cada decisão e plano eles desejam ter a resposta final. Há uma ocasião em que
aqueles que exercem autoridade precisam tomar a decisão final; mas qualquer
líder experiente, com grande senso de responsabilidade pode dizer prontamente o
quanto essa autoridade pode pesar sobre a vida do indivíduo.
As suas decisões afetam as vidas de outras pessoas. O melhor
líder é aquele que tem o coração de um servo. Ele não exibe parcialidade, mas
aprende a ser "servo de todos" ( ver Marcos 10.42-45).
O Desejo de Dominar. O desejo
de controlar e dominar outras pessoas pode originar-se em uma auto-imagem
inadequada e insegura. Se uma pessoa snte-se interiormente insegura, ou então
em sua ocupação , ela tenderá a querer dominar outras pessoas. Isso lhe fornece
certa medida de satisfação, por saber que pode controlar seus semelhantes.
Esse
sentimento é oriundo do orgulho, e não da humildade. Não leva em conta a
importância de cada indivíduo. Recusa-se a aceitar diferenças de opinião.
Algumas vezes, o temor de falhar, manifestado por um líder, resulta um desejo
de dominar outras pessoas. Ele tenta ocultar os seus próprios erros e
inadequações, da atenção de outras pessoas, dominando e controlando.
O Desejo de Ser Admirado. Algumas pessoas querem ser líderes simplesmente por
pensarem que posições elevadas forçam outros a lhe darem atenção. Um líder
motivado pelo desejo de posição sente que os "melhores assentos" e o
"melhor serviço" cabem àqueles investidos em altas posições. O desejo
que um homem tem de que outros o respeitem, é um reflexo de sua auto-estima.
O
respeito, porém, deve resultar de um estilo de vida piedoso e de um caráter
correspondente a isso, e não de elevadas posições na vida. Se o seu estilo de
vida não é agradável ao Senhor, as pessoas poderão aparecer respeitosas mas só
externamente, pois, internamente, haverão de ressentir-se de sua liderança.
Qual
é a solução para esse problema de liderança, na direção do qual todos somos
tentados ? Humildade; avalie-se a si mesmo à luz da aprovação e dos possíveis
elogios divinos; torne-se um servo de todos. Essa é a única solução. Rejeite
todas as muletas artificiais e superficiais, as pequenas bengalas sobre as
quais nos apoiamos para provar quão importantes somos. Afaste-se dos motivos
inadequados. Dê-s a si mesmo o papel de servo. Será então que você logrará sua
mais profunda satisfação!
b) Não
tenha amor ao Dinheiro
Quanto
ao problema do amor ao dinheiro, a solução, de acordo com o ensino paulino, é ocontentamento ( Fp 4.11-13,19).
c) Cuide em
não querer ser famoso
A
fama sob ao coração do líder que se deixa impressionar pelas suas próprias
realizações.
Um líder é uma pessoa solitária; e algumas
vezes a necessidade de encorajamento é tão grande que uma pessoa só exerce a
liderança para receber o encorajamento de outrem. Cuidado!
Paulo
escreveu em Gálatas 6.14: "Mas longe esteja de mim gloriar-me , senão na
cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim,
e eu para o mundo".
Alguns
crentes desejam fama, pois desejam que as pessoas reconheçam quão grandes eles
são. Outros desejam ser bem conhecidos, porque querem parecer com alguma outra
pessoa. Outros sentem que a fama os torna pessoas importantes. Diz o trecho de
Provérbios 27.2 "Seja outro que te louve, e não a tua boca, o estrangeiro,
e não os teus lábios". O nosso grande desejo deveria ser glorificar a
Deus. Em 1 Cor. 1.29 , Paulo afirma: "... ninguém se vanglorie na presença
de Deus". E, no versículo trinta e um do mesmo capítulo, ele diz:
"Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor".
Uma
pessoa que seja controlada pelo desejo de tornar-se famoso precisa de abnegação. Por abnegação não quero dar a
entender o ascetismo ou a falsa humildade, e sim, o desejo de fazer tudo redundar para a glória
de Deus. Temos aí a disposição de não chamarmos a atenção de ninguém, para que
só Jesus chame a atenção das pessoas. Trata-se de arredar para um lado a
ambição egoísta, submetendo-nos ao Senhor de todos, o único que é digno de
louvor. A prática de abnegação consiste em nos dedicarmos ao louvor de Deus,
agradecendo-Lhe por tudo . Logo, a Ele seja toda a glória!
d) Cuidado
com as necessidades pessoais
A
preocupação com as necessidades pessoais
pode ser equacionada por meio da confiança em Deus, precisamos de encorajamento
e afeto físico. Recomendou Pedro : "... lançando sobre ele toda a vossa
ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." ( I Pd. 5.7). E Davi exclamou :
"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará "( Sl. 23.1).
e) Não
lidere por senso de obrigação
Um
líder espiritual que lidera por sentir-se obrigado a servir, não tem nem alegria e nem entusiasmo. Diz Paulo em
Rm. 14.17: "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça ,
e paz, e alegria no Espírito Santo".
f) Alvos de Empreendimento
Finalmente,
o líder que acha o seu motivo nas realizações , costuma comparar-se com outras
pessoas. Tal líder precisa repousar no Senhor a fim de encontrar paz. "Tu
Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme ; porque ele
confia em ti" ( Is 26.3).
5) Autoridade
Sem
princípios morais absolutos, necessariamente a autoridade ruirá por terra. As organizações evangélicas podem
experimentar grande desunião, deslealdade e rebeldia contra a autoridade, se a
natureza pecaminosa das pessoas ali envolvidas não for controlada pelo Espírito
Santo. E falta de problemas organizacionais causam resistência à autoridade .
Devemos
ter em mente que Deus, é a fonte de toda a autoridade. E devemos nos submeter à
autoridade , pois se não submetemos à autoridade, então também não podemos
esperar que outros se submetam à nossa autoridade.
A
forma como um líder consegue para si autoridade é na tomada das decisões , na
delegação por parte de outros, no estabelecimento de um ministério e por meio de experiência pessoal.
Acerca
desse assunto veremos com mais detalhes posteriormente.
6) Estratégia
Bons
líderes tem uma estratégia,. É bom lembrarmos que estratégia compõe-se de :
Objetivos, Alvos, Prioridades e Planejamentos.
Objetivos
– os propósitos básicos da organização;
Alvos
– as maneiras específicas através das quais os propósitos da organização
poderão ser aquilatados e cumpridos;
Prioridades
– Os fatores que determinam quando e por que as coisas se realizam.
Planejamento
– O processo usado para atingir os alvos .
Muitas
organizações e líderes estão operando sem uma boa estratégia. Eles só tem um
alvo em mente, ou seja, manter a organização, prosseguindo dia após dia. Tratam
somente de problemas e necessidades atuais. Organizações dessa natureza estão
com alguma “enfermidade terminal”. E ainda que não seja uma enfermidade
“terminal”, pelo menos é uma “enfermidade”. Uma organização não será saudável
se não souber para onde está indo e porque razão.
Uma
vez entendido o que é uma estratégia, e por qual razão ela é importante, cada
área da vida deverá ser incluída em uma estratégia. Na verdade, existem três
áreas básicas que serão afetadas por uma estratégia : a vida pessoal, a vida
doméstica e a vida da organização.
Devemos
lembrar que: os alvos refletem nossa confiança e fé
em um Deus soberano.
Confiamos nEle de que Ele realizará a Sua obra em nós?
Sobre
planejamento estratégico, este estudo tem um capítulo exclusivamente dedicado a
isso.
7) Amor
Coríntios
13 resume bem acerca do amor, e Jesus Cristo bem dissera que do amor descende
toda a lei e os profetas.
Amar
nossos semelhantes não é tão simples quanto pode parecer ! Os líderes sabem
disso ; mas, muitas vezes, não sabem por que é assim. Na tentativa de
demonstrar amor, alguns de nós desistem facilmente demais.
No
mundo secular, algumas vezes, os líderes atuam separados daqueles que trabalham
sob suas ordens. Diferentes privilégios e instalações são conferidos aos
líderes separando-os dos que trabalham com eles. Amizades profundas geralmente
não são cultivadas entre líderes e trabalhadores. Isso seria considerado
perigoso.
Deve
haver alguma ocasião em que um líder mostre, àqueles que com ele trabalham, que
eles são mais importantes para ele do que as tarefas que precisam ser levadas a
efeito.
Técnicas de
Administração e Liderança
Uma
boa liderança é a combinação entre a sua vida cristã e a sua habilidade em
dirigir o grupo. Vamos denominar aqui,
grupo como corpo, corporação. Segundo o
dicionário corporação é o conjunto de pessoas sujeitas à mesma regra ou
estatutos, entretanto, para nós é mais que isso, é um conjunto de pessoas que
além de estarem sujeitas, colaboram de todas as formas , mutuamente, para que o
alvo seja alcançado.
E
onde fica o líder no corpo? O líder é a cabeça, ou melhor dizendo, o cabeça.
Ele percebe o problema ou o sentimento o que de qualquer outra parte do corpo,
e emite uma ordem de ação para esse
mesmo órgão ou para outro órgão que o auxilie, a fim de que seja solucionada a
questão e todo o corpo sinta bem.
Paulo
descreveu isso de forma estupenda
em I Coríntios 12. Somos
um corpo, o problema que o pé está enfrentando não é só do pé, mas do corpo
todo, e este mesmo corpo colabora para que o alvo que o cabeça tem em mente
seja concretizado.
Entretanto,
muitas vezes, o dirigente tem uma boa visão, uma boa vida cristã, mas não
consegue colocar para o seu grupo aquilo que ele tem
em mente. O problema está na
técnica de liderança, na forma como ele tem organizado e planejado a equipe e
até mesmo na falta da organização e planejamento.
Vamos a
primeira parte, os conceitos
Conceitos;
As palavras Organização, Alvo, Planejamento, Meta,
Estratégia, são bem conhecida por nós, mas o que realmente significam? Uma análise
delas poderia já trazer mudanças no nosso conceito sobre liderança e
organização.
Organização
Alvo
Planejamento
Meta
Estratégia
i) Organização;
ii) Missão e alvo;
iii) Planejamento
Estratégico;
b) Prioridades
c) Lidando com
problemas
NÍVEIS DE ORGANIZAÇAO: estratégico pessoal e
organizacional.
"o futuro pode ser melhorado por uma intervenção
ativa no presente"
Níveis de
planejamento:
Planejamento produto/mercado - nível básico no qual o
planejamento estratégico ocorre, onde normalmente produto, preço , vendas e
serviços são planejados.
Planejamento de unidade empresarial - É
aplicado em um nível onde ramos de atividade amplamente independentes controlam
sua própria posição de mercado e sua estrutura de custo.
Planejamento de recursos em comum - São os recursos que podem
ser utilizados em todas as unidades para se obterem economias de escala.
Planejamento de interesses em comum - São estratégias concebidas para serem
utilizadas por várias unidades empresariais.
Planejamento em nível empresarial - São tendências não
detectadas por planejadores de unidades empresariais , a fixação de objetivos e a mobilização de
recursos humanos e financeiros em nível empresarial.
Estimulo:
Ênfase na competitividade
Enfoque num tema
Negociação dos objetivos
Exigência de discernimento
estratégico.
Sistema 7-s.
Estrutura - Organograma , cargos e
funções , autoridade, responsabilidade.
Sistemas- Fluxos e rotinas, formais e
informais , sistemas de contabilidade, controle de custos, qualidade, medidas
de desempenho.
Comportamento simbólico - Forma de agir dos administradores,
cultura e clima.
Staff - O pessoal da organização .
Experiência, treinamento e educação.
Valores compartilhados - As filosofias
ou crenças compartilhadas. Os significados e conceitos importantes que a
organização inculca em seu pessoal.
Estratégia - Modos alternativos de
ação, os riscos, o tempo e os recursos
necessários para atingir metas especificadas.
Aptidões - Características
distintivas do pessoal-chave da organização.
Comunicação - É a essência de todo o
planejamento bem-sucedido. É a maneira como a organização lida com questões
complicadas.
Chance e informação - Refere-se à
questão de geração e utilização de informações no momento adequado. Significa
aproveitar as oportunidades, tão logo apareçam.
Causas e comprometimentos - É a maneira
de assegurar que as questões prioritárias venham à tona e que as pessoas
trabalhem nela.
Pontos de crise - O exercício do
planejamento pode ajudar a prever crises ou oportunidades raras, através da
geração de cenários.
Controle - O adequado comprometimento e
a eleição de prioridades torna mais claros os pontos de controle. É preciso
saber quando as alterações são necessárias e a forma de fazê-las.
Cultura - Cultura local.
Equipes :
Equipe
de Planejamento Estratégico.
Equipe
de Aconselhamento, informação e avaliação externa.
Equipe
de Avaliação Interna.
Equipe
Promotora de Recursos e Vendas de Produtos e Serviços.
Equipe
Financeira.
Equipe
de Comunicação interna.
Equipe
de Comunicação externa.
Equipe
Eclética e Psicológica , libertação e batalha espiritual.
Equipe
de Evangelismo, Discipulado e Acompanhamento familiar.
Equipe
de Produção e Terapia Ocupacional.
Avaliadores
de recuperandos.
Equipe
de Intercessão.
Algumas conseqüências desse tipo
de organização podem ser vislumbradas :
· Menor interferência, com a redução da supervisão
nos trabalhos de suas várias áreas;
· Necessidade de maior sincronia das áreas
funcionais;
· Necessidade de outros tipos de motivação que não a
ascensão no grupo, uma vez que a
organização terá poucos níveis hierárquicos.
· Necessidade de canais desobstruídos de
comunicac'`ao para que todos estejam sincronizados com uma missão comum;
· Maior importância à coordenação;
· Questionamento não do tipo "se poderiam fazer
melhor", mas "se é isso mesmo que deveriam estar fazendo".
Plano Emergencial
Plano Emergencial - Desenvolvido
com o objetivo de viabilizar, simultaneamente , o comprometimento dos níveis
diretivos e a participação e o envolvimento dos demais níveis hierárquicos da
organização. Compõe-se de estudos, propostas de mudanças e mecanismos
necessários ao início da implementação do processo de planejamento. Abrange
três horizontes temporais da organização : o passado, o presente e as
perspectivas futuras.
1ª Etapa - Identificação das Experiências de Mudanças.
Essa
etapa tem como objetivos : conhecer as experiências passadas de mudanças já
vivenciadas pela organização e suas conseqüências; permitir a ampliação do
conhecimento sobre a organização, e contribuir para o delineamento de
estratégias consideradas eficazes ao processo de planejamento.
Tanto
no nível global como no setorial podem ser coletados os seguintes tipos de
informações :
· Duração;
· Título;
· Objetivos;
· Iniciativa;
· Metodologia;
· Resultados;
Experiências
de Mudanças Planejadas no Nível Global.
Experiências
de Mudanças no Nível Setorial
2ª ETAPA - Situação Atual da Organização Face ao Planejamento
A
análise da situação atual da organização face ao início de uma nova tentativa
de mudanças tem por objetivo identificar aspectos que podem interferir positiva
ou negativamente na implementação do processo de planejamento. As seguintes
dimensões da organização podem ser trabalhadas nessa etapa:
· Percepção do sentido dos esforços ou do objetivo
maior da direção da organização;
· Fatores do ambiente externo ( política, tecnologia,
demografia, etc...) que afetam positiva ou negativamente a consecução desses
objetivos;
· Áreas consideradas prioritárias ao processo;
· Qualidade do relacionamento entre áreas ( apoio/ integração/
cooperação/ conflito/ apatia).
Percepção do Esforço Maior da Alta Direção.
A
percepção do sentido dos esforços ou da finalidade fundamental da alta direção
pelos demais níveis hierárquicos pode ser homogênea ou difusa. No primeiro
caso, significa que os esforços estão sendo captados da mesma maneira pelos
níveis hierárquicos, mesmo que não estejam sendo canalizados no sentido correto
das prioridades da organização. Já a difusa pode indicar que está havendo
bloqueio na comunicação aos demais níveis da organização ou falha no
direcionamento ou, umas linha de ação organizacional.
Fatores do Ambiente
Externo
Toda
organização sofre influência de uma série de fatores que compõem o seu ambiente
externo. Em dado momento um ou mais desses fatores tornam-se críticos, exigindo
um posicionamento estratégico da organização. Sua sobrevivência e
desenvolvimento estão diretamente relacionados à sua capacidade em lidar com
esses fatores.
Área da Organização
Considerada Prioritária
Teoricamente,
todas as áreas da organização são igualmente importantes no cumprimento de seus
fins. Na prática é diferente. A natureza da organização, o estilo de liderança,
a ênfase da gestão e os relacionamentos pessoais costumam colocar em relevo
diferenças de status entre as áreas funcionais e a percepção da sua importância
na consecução de objetivos organizacionais , privilegiando uma em
detrimento de outras.
Qualidade do relacionamento - A percepção da qualidade do relacionamento
pode indicar aspectos dessa dimensão que devam merecer cuidados antes do início
e durante o processo de planejamento. Os aspectos positivos devem ser
identificados, no sentido de contribuir para o êxito do planejamento. Os
negativos precisam ser apontados, a fim de serem neutralizados.
3ª ETAPA - Perspectivas Face ao
Início de uma Nova Experiência
Essa
etapa corresponde à projeção da atividade a ser iniciada face às experiências
passadas e presentes da organização . Seu objetivo é reduzir o grau de
incerteza que a envolve. Deve abranger pelo menos os seguintes aspectos :
· O problema mais crítico que deve ser solucionado
antes do início do processo de planejamento;
· A percepção do grau de envolvimento e o
comprometimento das pessoas para com o processo;
· A oportunidade para o seu início;
· Os entraves do processo;
· As estratégias consideradas eficazes à sua
implementação.
Solução
do Problema Crítico
O
planejamento é uma atividade de suma importância. Se, contudo, as pessoas na
organização tiverem um problema crítico, seus esforços deverão ser concentrados
inicialmente no sentido de resolvê-lo. Nessas circunstâncias, o planejamento
não merecerá a devida atenção, a menos que possa contribuir para a sua solução.
Caso os níveis hierárquicos apontem esse tipo de ocorrência, o início do planejamento
deverá ser protelado até que o mesmo seja solucionado. Os próprios membros da
organização podem condicionar, de forma explícita ou velada, o seu envolvimento
na nova atividade à solução do problema apontado. Em algumas organizações os
participantes dão prioridade a outras atividades, conforme está ilustrado.
Grau de Envolvimento e Comprometimento das Pessoas
Esse
aspecto da terceira etapa deve corresponder a uma síntese do grau de
envolvimento e de comprometimento das pessoas em termos das experiências
passadas, das causas e dos motivos que o nível diretivo repassa aos demais
membros e do significado da nova atividade. A percepção do grupo corresponde em
grande parte à percepção de cada um dos envolvidos no processo.À medida que
cada um explicita seu grau de comprometimento, fica mais fácil avaliar as
perspectivas de sucesso do processo de planejamento , mesmo porque esse aspecto
é, na essência, um dos pré-requisitos do planejamento bem-sucedido.
Oportunidade para seu Início
A época
mais adequada para o início do planejamento deve ser cuidadosamente estudada. A
mudança de gestão, que muitas vezes afeta o desempenho dos níveis de gerência,
deve ser levada
em conta. Em
organizações públicas há dois períodos que apresentam uma tendência maior para
se começar esse processo: o início e o fim de tgestões. O primeiro é marcado
pelo entusiasmo e pela energia característicos do início de novas
administrações ; o segundo ocorre como uma contribuição à gestão vindoura ou
mesmo como uma tentativa, por parcelas de membros de se manterem no poder. Há
ainda casos muito comuns em que, face ao início de uma nova administração, o
pessoal virtualmetne pára, aguardando novas diretrizes e orientação da nova
diretoria ( rotação na liderança) . Outros aspectos relacionados à época devem
ainda ser levados em conta, como períodos de férias do pessoal-chave, o acúmulo
de tarefas como a realização de balanços ou de orçamentos , etc...
Entraves ao Processo
Enquanto
os problemas detectados podem estar afetando diretamente o processo decisório,
os entraves são menos perceptíveis. Podem relacionar-se à dimensão
comportamental ou mesmo à natureza estrutural da organização . Grande parte dos entraves é percebida quando
o processo está
em
curso. Alguns, contudo, podem ser identificados e, assim,
minimizados ou neutralizados, para que o planejamento possa ter um bom início.
Estratégias consideradas eficazes
Os
participantes dos vários níveis hierárquicos da organização que atuaram nas
etapas anteriores são também as pessoas mais indicadas para visualizar
estratégias capazes de conduzi-las à mudanças. Entre as estratégias
consideradas eficazes estão a criação de um núcleo constituído por
representantes das diversas áreas que compõem a organização, a capacitação de
pessoal e a desobstrução de canais de comunicação entre outras. A primeira
sugestão é particularmente importante porque vai assegurar a representação de
cada área e indicar os principais agentes condutores do processo, além de
contribuir para melhorar a comunicação. Geralmente as estratégias escolhidas
correspondem às propostas de solução para os problemas e disfunções apontados
nas etapas anteriores.
Subsídios do Plano Emergencial
Da Pequena à Grande Organização
Quanto a
organização surge com um porte reduzido,
alguns aspectos sobressaem. A cultura ainda não está cristalizada e o clima
sofre incríveis variações em função de fases de instabilidade que
periodicamente abalam a organização. Por definição, trata-se de uma organização
privada e onde muitos iniciam seu próprio negócio sem vínculo com grupos
econômicos ou conglomerados. Tende a ser um tipo de organização muito flexível
. A freqüência com que sua missão muda
ou se altera também é maior.
Greiner
( 1986) sistematizou em um artigo as principais mudanças ocorridas ao longo da
vida de uma organização que surge pequena, caracterizando-as por etapas. O seu
trabalho pretendeu demonstrar que muitas indicações valiosas para o êxito
futuro das organizações encontram-se em seu próprio interior. Cada estágio de
seu desenvolvimento apresenta peculiaridades que facilitam essa compreensão.
Esses estágios ou etapas subdividem-se em dois momentos que Greiner chamou de evolução e revolução. A evolução se dá
em períodos prolongados de crescimento em que não ocorre nenhuma alteração
importante nas normas de trabalho da organização ; a revolução caracteriza-se
por períodos de grande agitação.
Diferentemente
de Chandler ( 1962) que desenvolveu um extenso estudo para demonstrar até
que ponto a estratégia determina a
estrutura, Greiner resolveu focalizar o inverso, isto é, até que ponto a
estrutura da organização afeta sua expansão. Seu trabalho foi desenvolvido a
partir de cinco fatores que considerou essenciais na elaboração de um modelo
organizacional:
· A idade da empresa ( eixo horizontal);
· O porte da empresa ( eixo vertical);
· Os estágios de evolução;
· Os estágios de revolução;
· O ritmo de expansão da indústria.
O
modelo de Greiner pode ser considerado bastante coerente quando se trata de
organizações que são pequenas na época de sua abertura. É inadequado,
porém, para explicar a dinâmica das
organizações que já se iniciam com maior porte.
Assim,
continuaremos a explorar o artigo de
Greiner dentro do quadro contextual das organizações que são pequenas no
início. O aspecto considerado mais evidente e básico desse modelo é o tempo de
existência de uma organização : os métodos variam ao longo do tempo, enquanto os princípios administrativos vão se
enraizando. A institucionalização de uma organização também se dá ao longo do
tempo.
Ao
fenômeno tempo adiona-se outro: o porte. É o aumento do porte da organização
que demanda novas tecnologias, o aumento do número de empregados e a criação de
novas funções. A expansão que se dá
dentro dos mesmos padrões gerais de
administração e de maneira prolongada de ciclo evolutivo. Esse último é ditado
pelas condições de mercado, de ramos
industrial e da estratégia utilizada.
Em
um dado momento os métodos administrados se tornam inadequados e a estrutura,
incapaz de proporcionar repostas. Ou a organização encontra uma saída ou
sucumbe. A tarefa crítica é encontrar um novo conjunto de métodos
organizacionais que se torne a base para administrar o período seguinte da fase
evolutiva. Cada fase é efeito da fase anterior:
· Fase 1 -
Criatividade - Pode estar
ligada à criação de um produto ou serviço, ao mercado consumidor, e também ao exercício das relações de influência para
detenção de favores, benefícios ou concessões . Em um dado momento, surge de
liderança.
· Fase 2 -
Orientação - A partir da crise de liderança, delineiam-se os novos
padrões de orientação da organização Definem-se os papéis, buscando-se uma
direção competente e objetiva. Ao longo do tempo estará aberto o caminho para a
crise de autonomia.
· FASE 3 -
Delegação - O crescimento força
a descentralização para proporcionar maior agilidade e flexibilidade à
organização . Criam-se novos níveis de gerência e buscam-se executivos para
ocupá-los . Com o tempo , os controles vão mostrar-se inadequados.
· FASE 4 -
Coordenação - A necessidade de coordenação se traduz em conjuntos de
normais , rotinas e formulários, gerando a crise de burocracia.
· FASE 5 -
Colaboração - Nessa etapa a
organização está consciente da importância de seus recursos humanos.
FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO DE PLANEJAMENTO
A
solução de alguns dos problemas apontados no Projeto de Gestão é de vital
importância para a organização do processo do planejamento. Destacam-se os
relacionados às disposições do temperamento do indivíduo, que faz que ele sinta
de um modo peculiar a influência de diversos agentes do componente humano da
organização, à falta de informações e de recursos e os estilos de tomada de
decisão anacrônicos. Todos afetam em maior ou menor grau o desenvolvimento de
um processo dessa natureza.
Além
do trabalho sistematizado , observações, conversas informais, entrevistas e
reuniões com o pessoal da organização são recursos adequados não só para
ampliar a identificação, como para orientar a solução dos problemas detectados
.
É
essencial que as informações recolhidas e sistematizadas sirvam efetivamente de
base para orientar as ações necessárias e assegurar o sucesso do planejamento.
O
que segue é uma breve descrição dos fatores que interferem negativamente no
processo de planejamento, bem como sugestões de estratégias que poderão ser
utilizadas no trato de cada um deles, visando aprimorar o processo de
planejamento.
Os
agentes de mudanças deverão estar atentos aos seguintes aspectos relacionados a
essa dimensão do trabalho: a natureza, o tipo e o montante dos fatores; o poder
do consultor e dos agentes envolvidos para desencadear e implementar mudanças;
e os riscos envolvidos na sua implementação.
Natureza, Tipo e Montante dos Fatores
Os
fatores mais usuais que, a priori ,
podem interferir negativamente no processo de planejamento estratégico são:
· Resistência a mudanças;
· Falta de /ou incorreções na leitura ambiental;
· Falta de informações apropriadas ao processo
decisório;
· Falta de capacitação de recursos humanos;
Resistência a Mudanças
Todo
processo de mudança implica uma razoável desordem da vida das pessoas, da
própria organização, além de relativo grau de incerteza. Essas situações
comumente geram resistências de parcelas
de pessoas envolvidas no processo. Dependendo do grau em que ocorre e como é
administrada a resistência, ela pode provocar a deterioração das relações
interpessoais, além de afetar o moral das pessoas e o clima organizacional. A
conseqüência pode ser um grande dispêndio de energia e de tempo por parte dos
agentes de mudança, ou mesmo o comprometimento da mudança.
Kotter
( 1986) descreveu algumas das causas mais usuais da resistência a mudanças, que
serão analisadas a seguir:
· Desejo de não perder algo que valorizam;
· Incompreensão das implicações da mudança;
· Descrença na necessidade da mudança;
· Pouca tolerância em relação a mudanças;
· Experiências anteriores de mudanças mal sucedidas;
· Inoportunidade de mudança;
Falhas ou Ausência da Leitura Ambiental
A
ausência da leitura ambiental ocorre quando passam despercebidas as circunstâncias
do ambiente que poderão afetar de maneira positiva ou negativa a organização.
Já as falhas nessa interpretação acarretam avaliações incorretas sobre seu
impacto. Os resultados de tais ocorrências são semelhantes . No primeiro caso,
a empresa atuará sem uma orientação ou direcionamento externo mais objetivo e,
no segundo, estará agindo com base em suposições errôneas. Assim, a organização
concentrará seus esforços em dimensões que não levam aos resultados esperados.
A
deficiência de informações é gerada usualmente por informações inadequadas ao
contexto específico de determinada tomada de decisão; ou ainda pela transmissão
de informações defasadas às necessidades do processo decisório.
Informações inadequadas - A inadequação
de informações relaciona-se ao seus aspectos quantitativo e qualitativo. É
muito comum a insuficiência de dados ou o excesso de disponibilidade de dados
que não se aplicam a uma tomada de decisão específica. Os responsáveis pelas
decisões são levados a acreditar no seu "faro" e tomar decisões
baseadas muitas vezes apenas na intuição, quando a objetividade também deveria
estar presente.
Informações defasadas - Muitas informações seriam adequadas ao
processo decisório, não fosse a sua defasagem. Tal ocorrência é muito comum quando
a informação é gerada por órgãos especializados no governo, onde dados mais
recentes só estarão disponíveis de
3
a 5 anos após a sua coleta e tratamento.
No
contexto da organização , além do hábito de usar ou não as informações,
coexistem os aspectos do custo para a sua coleta , tratamento e difusão , e os
requisitos de especialização técnica para a sua administração. Esses fatores
contribuem para o empirismo atávico no processo decisório e no planejamento,
prejudicando sua qualidade.
Estratégias relacionadas ao tratamento dos fatores identificados
· Comunicação
· Participação e envolvimento
· Facilitação e Apoio
· Negociação e Acordo
· Manipulação
· Coerção implícita e explícita
Como lidar com a falta de informações
A
informação é hoje o recurso mais imprescindível para a tomada de decisões. Para
se implementar um planejamento integrado é preciso adotar mecanismos que possam
promovê-lo , superando-se as deficiências relativas à falta de informações.
Esses mecanismos devem incluir um sistema de coleta, o tratamento e a
disseminação das informações consideradas mais relevantes ao processo decisório
, chamado de Sistema de Informações Gerenciais (SIG).
Na
montagem de um SIG a organização deve levar em conta vários fatores tais como
porte, setor de atuação, design interno e cultura.
O
reconhecimento dessas particularidades deve levar à conceituação e estruturação
de um sistema de informações apto a disseminar as informações de que a
organização necessita, segundo as pecularidades dos níveis de decisão que as utilizarão
depois de processadas.
O
nível estratégico trabalhará com informações externas captadas no macroambiente
de atuação da organização. O nível funcional também lidará com as informações
captadas no nível macro, mas principalmente com as informações relacionadas ao
ambiente operacional e interno da organização.
BIBLIOGRAFIA
- Ney, Luiz João. Guia de Redação. São Paulo:
Nova Fronteira, 1995;
- Hocking David. As Sete Leis da Liderança Cristã. 2ª ed. São Paulo: Abba, 1996;
- Hoover, Thomas Reginald. Missões: O Ide Levado a Sério. 1ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1993;
- Calixto, Reginaldo. Planejamento Estratégico: A diferença entre o sucesso e o fracasso de
sua empresa. 1ª Ed. São Paulo: Ed. Harbra.
- Almeida, João Ferreira de. Biblia Sagrada.
Ed. Contemporânea.
Sugestão Para Leitura
O Ministério de Louvor da Igreja
Igreja com Propósito
As Sete Leis da Liderança Cristã - David Hocking- Ed. Abba
Celebração da Disciplina - J. Foster
Mobilização Missionária da Igreja Local - Edson Queiroz
Evangelismo um Estilo de Vida
O Perfil de Três Reis
COMO ACABAR COM SUA
IGREJA
Dicas para ver sua igreja fracassar em sua
iniciativa
1. Não freqüente
a Igreja, mas quando for lá, procure algo para reclamar;
2. Se comparece a
qualquer atividade, encontre falhas no trabalho de quem está lutando pela obra
de Deus, entretanto sem indicar o caminho para corrigir as mesmas;
3. Nunca aceite
incumbência, lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar;
4. Se os líderes
pedir a sua opinião sobre o assunto, responda que não tem a dizer. Depois, espalhe como
deveriam ser as coisas;
5. Não faça mais
do que somente o necessário. Porém, quando os líderes estiverem trabalhando com
boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está
dominada por um grupinho;
6. Não leia o
boletim da Igreja e muito menos ouça os avisos. Afirme que ambos não trazem
nada de interessante, e, melhor ainda, diga que não os recebe regularmente;
7. Se for
convidado para um departamento qualquer, recuse alegando falta de tempo e
depois critique com afirmações do tipo : "Essa turma quer é ficar sempre
nos mesmos cargos ..."
8. Quando tiver
divergência com um líder, procure com toda intensidade impor-se .
9. Coloque-se
sempre na posição defensiva ou de ataque;
10. Sugira,
insista e cobre a realização de cursos e palestras. Quando a Igreja realizá-los, nào se inscreva
nem compareça;
11. Se tiver
oportunidade de dar sugestões, não o faça. Se a liderança não adivinhar as suas
idéias e pontos de vistas, critique e espalhe a todos que é ignorado.
12. Após toda essa
colaboração espontânea, quando cessarem
as publicações, as reuni~eos e todas as
demais atividades, enfim, quando a Igreja morrer, estufe o peito e afirme com
orgulho:
Eu não disse?
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