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A BÍBLIA, LIVRO POR LIVRO
O Velho Testamento
Hebreus 4.12; Romanos 15.4
A Bíblia é inexausta,
profunda em significado, incomparavelmente exata, curta mas cheia, verdadeira
em todos os detalhes, e assim viva, sempre atual, harmoniosa com os dias de
hoje, mesmo sendo completada há mais de 1.900 anos.
Aqui tem história,
biografia, estória, dramas, poemas, profecias, parábolas, filosofias, leis,
letras, ciências e canções. Para produzi-la foram usados reis, fazendeiros,
mecânicos, cientistas, advogados, um médico, pescadores, ministros, sacerdotes,
publicanos, uns ricos, uns poderosos, uns da cidade e uns do campo. Assim a
Bíblia toca todas as experiências do homem.
I. INTRODUÇÃO – 2 Tm 2.15 do pecado, pode ser
A. Tema: Como o homem, separado de Deus por causa restaurado ao favor e
à comunhão com Deus pelo Seu Filho.
B. Dados gerais
40 - 44 escritores
diferentes. 1.200 anos é o tempo que se levou para fazer toda a Bíblia
66 livros: são 39 no Velho
Testamento e 27 no Novo Testamento. A palavra Testamento significa contrato. A
Bíblia é o único livro inspirado – 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21
C. Doutrina é importante
Mt. 7.28,29 - "se admirou da sua doutrina"
Lc
16:31 - "se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco acreditarão,
ainda que alguém dos mortos ressuscite."
II.
VELHO TESTAMENTO –
1 Co 10.11; Lc 24.27,44
Rm 15.4, "Porque tudo o que dantes foi escrito, para
nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras
tenhamos esperança."
A.
PENTATEUCO - (Torá
para o Judeu) Cinco primeiros livros - LEI
Gênesis, Êxodo,
Levítico, Números, Deuteronômio
1. Gênesis
Tema: Começo
Autor: Moisés
Assuntos tratados: O mundo e tudo que nele há; o
entendimento dos atributos de Deus, o pecado e as suas manifestações; o julgamento;
a salvação e a profecia de Cristo, os patriarcas e a nação judaica -
Abraão, Isaque, Jacó, Esaú, José, 10 tribos
2. Êxodo
Tema: Saída
Autor: Moisés
Assuntos tratados: Moisés, a Páscoa, a Saída do Egito, A Lei
dada (cap. 20), o tabernáculo no deserto e a adoração de Deus
3.
Levítico
Tema: Lei, Levitas
Autor: Moisés
Assuntos tratados: a redenção do homem pecador (como ser
feito limpo) Cap. 1-16; o serviço ao Senhor em santidade (como viver limpo)
Cap. 17-27
4.
Números
Tema: Linhagem, genealogia
Autor: Moisés
Assuntos tratados: Foi depois da saída de Egito, foi dada a
lei e o serviço dos levitas. A peregrinação começa até chegar ao Rio Jordão.
5.
Deuteronômio
Tema: Segunda Lei
Autor: Moisés
Assuntos
tratados: o resumo dos outro quatro livros do pentateuco com lições
espirituais, a preparação para entra na terra prometida. SERVIR O SENHOR.
Moisés discursa e Moisés morre.
B.
História - 12
livros - As Ações do Povo de Deus
Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1
Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester
1. Josué
Tema: Conquista
Autor: Josué (24.26) e outros santos
(24.29-33).
Tempo: Cobre, aproximadamente, uns 110
anos
Assuntos tratados:
Moisés morreu (fim de
Deuteronômio)
Josué guia o Povo – 1.1-9
Capítulos 1-12 - Conquistar
a terra prometida. Quase completa
Capítulos 13-24 - Divisão
das tribos. Cada um resiste e limpa a sua terra.
Referências em outros
livros: Sl 44, 68,78,104; At 7.45; Hb 4.8,9
2. Juízes
Tema: Rebeldia e Desobediência trazem Castigo e Arrependimento e Obediência
traz Bênção
Autor: Samuel (?)
Tempo: Relata, aproximadamente, uns 400
anos
Assuntos tratados:
Juízes - magistrados
militares e civis, mas Deus era o Rei.
Morte de Josué até à época
de Eli e Samuel. 13 juízes.
Das tribos novas até se
formar uma monarquia
Sete ciclos completos no
livro. Cada ciclo envolvia:
1. Geração piedosa
2. Apatia espiritual
3. Apostasia plena Exemplo:
Jz 2.7-23
4. Castigo de Deus
(opressão)
5. Libertador (Juiz) dado
por Deus
Referências em outros
livros de eventos ou pessoas em Juízes:
1 Sm 12.9-11; 2 Sm 11.21; Sl 78.61-64; 83.11; Is 9.4; 10.24;
At 13.20; Hb 11.32.
3. Rute
Propósito: Os Antepassados do Davi
Autor: Samuel (Tradição)
Tempo: Relata, aproximadamente, uns 10 anos, provavelmente, durante o tempo
dos juízes. (talvez durante o tempo de Gideão).
Assuntos
tratados:
A história da vida normal
de uma família durante a época dos juízes.
Uma mulher procurando
"descanso" (1.9; 3.1) - casamento.
A História de amor; de uma
mulher e sua sogra.
Tradição - Lida no fim da
safra, a Páscoa.
Cristo - O Redentor
voluntário do teu povo. A Igreja é a Sua noiva.
- Os estrangeiros podem ser
redimidos..
- Pela escolha, determinou seu fim: Orfa à obscuridade. Rute
à nobreza. Referência: Mt 1.5
4. 1
Samuel
Tema: Bênção Verdadeira Vem Com Espiritualidade Pura
Autor:
Samuel; Natã e Gade ( 1 Cr 29.29).
Tempo: Fala
dum século da história da nação de Israel
Palavra Chave:
Orar. 12.23
Assuntos
tratados:
Os
eventos que culminaram com a instituição da nação - Rei, Monarquia.
As
vidas de Samuel (1-25), Saul (8-15), e Davi (16-31)
A
grandeza das personagens dependia da sua obediência.
Uma
prova de inspiração é notada pois o livro fala não só das vitórias, mas das
derrotas morais do autor.
5. 2
Samuel
Tema: A Conseqüência do Pecado É Ampla
Autor: Natã e Gade (1 Cr 29.29)
Tempo: Os 40 anos do reino de Davi
Assuntos tratados:
O estabelecimento do Reino
Fala muito do Rei Davi
Cap. 1-10 - Crescimento de
Davi
Cap. 11-20 - Os problemas
de Davi
Cap. 21-24 - Os últimos
anos de Davi
Cap. 24:20-25 - O lugar do
Templo
Duas lições morais:
1. O pecado na vida do
crente custa caro.
2. Pecado pode ser
perdoado, mas mesmo assim, também é castigado em vida.
Inspiração – 2 Sm 23.2
Os Salmos poderiam ser
escritos durante o tempo de 1 e 2 Samuel
6. 1 Reis
Tema: O Relatório Histórico que mostra a mão providencial de Deus no
Estabelecimento da Nação de Israel
Autor:
Jeremias (Segundo a tradição e a Talmude. O Talmude contém o Pentateuco com
explicações de comentaristas do III e do IV século)
Tempo: Os
125 anos da História de Israel (Norte) e Judá (Sul).
Nota: Estes
dois livros, 1 Reis e 2 Reis, eram antes, um livro só. Quando a Septuaginta (a
tradução do Velho Testamento em grego) foi feita, o conteúdo faria que um rolo
só seria pesado demais. Então foi divida em dois.
Assuntos tratados:
O desenvolvimento do reino
de Deus pelos reis
O reinado divide-se em dois
reinados:
Norte - 10 tribos - Israel
- Rei Jeroboão, filho de Nebate.
Sul - 2 tribos - Judá - Rei
Roboão, filho de Salomão.
Relatório cronológico dos acontecimentos
nos dois reinos paralelamente
Cada rei é comparado com
dois reis anteriores
Davi - Fiel à aliança
Jeroboão - Menosprezando a
aliança
História de Israel com
Jeová como o rei invisível
7. 2 Reis
Tema: O Relatório Histórico que Mostra a Mão Providencial de Deus no
Estabelecimento da Nação de Israel
Autor: Jeremias - Ed 1:1; 2 Cr 36:22
(Segundo a Tradição e o Talmude)
Assuntos tratados:
Preserva um relatório das
vidas de 27 reis de Israel e de Judá
O fim da reportagem
sistemática da história da nação de Israel.
A linhagem de Davi
preservada por escrito.
Deus visto como sendo
longânimo, mas firme para efetuar o propósito eterno.
Doze livros (+ ou -) dos profetas eram escritos durante do
período destes dois livros de 1 e 2 Reis:
À
Nínive - Jonas
À
Israel - Amós, Oséias, Joel
À
Edom - Obadias
À
Judá - Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Jeremias, Malaquias,
Zacarias, Ezequiel
Também
durante esta época, foram colocados na sua forma presente os livros de
Provérbios. Eclesiastes e Cantares de Salomão.
8. 1 Crônicas
9. 2 Crônicas
Tema: De Rei Saul até Rei Nabucodonosor
Autor: Esdras (Tradição)
Tempo: 500 anos da história do povo de
Deus
Assuntos tratados:
Repetição dos fatos nos
livros de Samuel e Reis
Mostra a mão divina atrás
dos acontecimentos históricos
No reinado dividido, as
ações e responsabilidades dos sacerdotes e as suas linhagens.
Até o cativeiro dos dois
pela Assíria e Babilônia – 36.20
10. Esdras
Tema: Os Judeus Voltam para Jerusalém da Babilônia
Autor:
Esdras (Porque fala muito dele, na primeira pessoa [8.15], o Rei falando a ele
diretamente [7.14])
Tempo: 80
anos
Assuntos
tratados:
A
mão de Deus nos reis para fazer a Sua vontade, Pv 21.1
Essas
passagens foram escritas em Aramaico antes de Esdras, mas talvez colecionada
por ele no livro: 4.8-6.18 e 7.12-26
Restauração
da nação de Judá à sua terra em Cana
Primeira viagem 50.000
Judeus vem com Zorobabel a Cana.
Segunda viagem, 58 anos
depois, Esdras traz um grupo.
Lição para aprender: Quando o povo tinha relação reta com
Deus em obediência, Ele abençoou todos os ramos da vida: religiosa, social e
civil.
Durante
esta mesma época -
Buda ensinou na índia -
563-483 a.C.
Confúcio ensinou na China -
551-479 a.C.
Sócrates filosofou na
Grécia - 470-399 a.C.
11. Neemias
Tema: Reconstrução dos Muros de Jerusalém e o Desenvolvimento do Governo
Civil na Palestina.
Autor: Neemias
Tempo: 12 anos da Historia dos Judeus (até
o reino do Dario)
Escrita entre 424-395 a.C.
Palavras
Chaves:
"orar" 1.4 "trabalhar" 6.3
O último livro histórico do Velho Testamento escrito
cronologicamente. O livro de Ester tem acontecimentos que precederam este livro
em 30 anos.
O
Governo de Palestina que Neemias desenvolveu continua em grande parte até hoje
em Israel.
Assuntos
tratados:
A
reconstrução dos muros e o governo desenvolvidos por ele preparou a cidade e o
país para o Novo Testamento.
Pode
ser vista a separação racial e religiosa do povo Judeu que existe até
hoje. Por exemplo, cap. 13 ensina de ser separados do mundo.
A
mão de Deus com seu povo obediente é vista. 9.19
O
povo tenta colocar o Senhor como primeiro nas suas vidas.
12.
Ester
Tema: As Lutas Vitoriosas dos Judeus
Dispersos
Autor: Mardoqueu
Tempo: 12 anos. Talvez durante os 58 anos entre as duas viagens de volta à
Jerusalém que Esdras relatou.
Versículo chave: 4:14 "e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este
reino?" A mão providencial de Deus vista.
Veio
uns 30 anos antes de Neemias. Pois sem Ester, não teria um Neemias nem a
restauração que ele relata.
Não
consta a palavra "Deus" no livro, mas a Sua mão gloriosamente se vê.
Os escritos foram tomados da biblioteca dos Assírios que não aceitavam nem a
Jeová e nem aos Judeus.
A
origem da Festa de Purim (9.20-32). Ester mostra que só o que a lei de Moisés
dita pode ser observado ou o que a história conclua que é fato.
A
mão de Deus preserva Seu povo, assim segurando a linhagem da semente de Abraão
para o Messias.
Não
pode fazer o erro numa maneira aceitável a Deus.
Virtude,
fidelidade, perseverança no bem, e confiança em Deus são lições deste livro.
C.
Poéticos - 5 livros
- Sabedoria
Jó, Salmos, Provérbios,
Eclesiastes, Cantares de Salomão
Essa seção descreve as experiências do Povo de Deus.
É
poesia, mas poesia hebraica, baseada nas seguintes maneiras com exemplos:
Repetição
(Sl 25.4)
Contraste
(Sl 1.6)
Elaboração
de idéias (Jó 11.18)
Trata
de problemas práticos (Provérbios) questões morais e espirituais (Salmos),
materialismo, fatalismo, pessimismo (Eclesiastes) e sofrimentos dos justos
(Jó).
1. Jó
Tema: Fé não depende das circunstâncias externas, nem de explicações mas no
Deus onipotente e onisciente
Autor:
Desconhecido, provavelmente Jó (19.23,24), Elihu (32.15,16) ou Moisés.
Tempo:
escrito entre 2.583-2.058 a.C.
Jó
mencionado como pessoa histórica. Ezequiel 14.14,20.
Não
é parábola, mas história real. Trata de pessoas, lugares e acontecimentos
reais. Citado em: Ez 14.14; 1 Cr 3.19; Tg 5.11
No
cânon do Velho Testamento, o primeiro livro da sabedoria é Jó com Provérbios e
Eclesiastes seguindo.
Encaixa
na cronologia depois do dilúvio (Gn 10) e antes de Abraão (Gn 12) pelas
seguintes razões:
Ausência
da menção da lei, do povo de Israel, tabernáculo ou templo.
Referências
geográficas do livro.
Sua
vida longa (igual à antes dos patriarcas)
A
maneira de revelações; visões, sonhos ao gentil.
Mostra
o grau de revelação do conhecimento de Deus mesmo antes das Escrituras serem
concedidas.
Nos
ensinam conceitos sobre Deus, Satanás, o homem, justiça, redenção e a
ressurreição
Vejamos a verdade pelo livro que Deus não se explica, se
aceita pela fé
Deus
se mostra apresentando Sua sabedoria e Seu poder. Agora se vê tudo isso em
Cristo - 1 Cr 1.30; Hb 1.1-3
Passagens
importantes: 12.15; 19.25; 33.23,24
2. Salmos - Lucas 24.44
Tema: Vários
Autores: Davi - 73 salmos; Asafe - 12
salmos; Filhos de Coré - 11 salmos; Salomão - 2 salmos; Moisés - 1 salmo; Etã -
1 salmo. 50 salmos estão sem nome. Davi, "O suave em salmos de
Israel" 2 Sm 23.1
Tempo: 1.000 a.C.
Metade dos salmos são
orações de fé.
40 salmos são dedicados ao
louvor (Ex.: 100,103)
16 salmos são messiânicos:
2, 8, 16, 21, 22, 40, 41, 45, 68, 69, 72, 102, 109, 110, 118, 132
No Salmo 45.6 Messias é
Deus
No Salmo 110 Messias é O
Sacerdote, Rei e Senhor do Davi
No Salmo 2 Messias é O
Filho de Deus
Expressam verdades sentidas
na profundeza do coração.
A poesia nos Salmos é mais
repetida, apresentada em cláusulas paralelas (Ex.: 103.10)
Os Salmos foram escritos, na sua maior parte, durante os
dias bons de Israel. Só alguns foram escritos durante o cativo (Ex.: 137).
Passagens
no Novo Testamento sobre os salmos: Mt. 22.43,44: At 1.16; 2.25. Assim mostra a
sua inspiração.
3.
Provérbios
Propósito: Pv l.2-7
Autor: Salomão, o sábio (1 Rs 4.29-34; 10.24), Pv 1.1, Mais poemas de Agur
(cap. 30), Lemuel (cap. 31). Foram compilados pelos escribas de Ezequias
(25.1).
Tempo: Talvez escrito durante o tempo de
Ezequias 1.015-975 a.C.
Um provérbio é uma parábola
condensada
Uma parábola é um provérbio ilustrado
Cap.
1-9 - Uma preparação para receber os provérbios. Exortação para receber os que
seguem. Uma introdução.
Cap.
10-31 - Os preceitos de Sabedoria: os provérbios.
10-22
- paralelos
22.17-24:34
- Admoestações
25-29.27
- provérbios
30,31
- Conclusão
Tudo nos
proporciona uma prova valiosa de conduta pessoal.
Mostra o positivo e o
negativo.
Jesus aconselhou (Mt
10.16), "prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas."
Os provérbios são o adorno
do Velho Testamento
Salomão existiu 500 anos antes dos sete sábios da Grécia e
700 anos antes de Sócrates, Platão ou Aristóteles, então Salomão não dependia
nos escritos dos outros, mas sim de Deus.
4.
Eclesiastes
Tema: O Caminho - Felicidade Verdadeira
Autor: Salomão (1.1) Provavelmente
escritos durante a sua idade avançada.
Depois das construções do
templo que levou 20 anos. 1 Rs 9.10.
Depois das várias
experiências de procurar alegria perene.
Depois do arrependimento de
perder tempo no que não prestava.
Lição: Felicidade verdadeira é no temor do Senhor e na
obediência às suas leis. Isso para o contentamento agora e segurança para o bem
eterno.
5.
Cantares de Salomão
Tema: O Amor Mútuo de Cristo e Seu Povo.
Autor: Salomão (1:1), provavelmente
durante a sua vida Jovem.
Tem quatro pessoas ou
grupos de pessoas mencionadas:
- Noivo
- Noiva
- Os amigos do noivo
- As amigas da noiva
Veja estas passagens em conjunto com este livro: Is 54.5-8;
62.5; Os 2.16-20; Mt 9.15; 2 Co 11.2; Ef 5.23
É
difícil marcar o começo e termino da conversação de cada um. As pessoas
principais podem ser Cristo e a Sua Igreja, Cristo e os crentes, Deus e Cristo,
etc. Têm que usar a sua imaginação e prudência para entender tudo.
O livro é
parecido com Salmos 45.
D. PROFÉTICAS/PROFECIA - Lc 24.44; 2 Pe 1.20,21
Dezessete livros, 5 maiores [Isaías, Jeremias,
Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel] e 12 menores [Oséias, Joel,
Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias,
Malaquias].
Talvez
os "menores" pregaram tanto quanto os "maiores". Só não
escreveram tanto quanto eles.
Dos
menores, nove profetizaram antes do cativeiro, e três, os últimos, depois do
retorno.
Os
Profetas:
Professores
do povo de Deus eram de dois tipos:
1. Ordinário - Levitas,
sacerdotes, Juízes
2. Extraordinário - Profetas
Profetas antigamente eram chamados "videntes" 1 Sm
9.9. Este é um que pode ver primeiro o que deve falar, e depois
falar o que tem visto.
Ser
profeta significa falar antes que acontecer. Este poder veio de Deus pois o
homem, em si, não tem este poder. O Propósito do profeta era de falar com
autoridade, em confirmar a fé, avisar de julgamento e dar conforto e instrução
Profecia
definida: "A declaração da presciência de Deus, olhando em qualquer
distância pelas causas infinitas não determinadas ou determinadas para um
efeito segura e infalível." Dr. Grew, Matthew Henry Commentary.
A
profecia mostra a divindade de Deus, Is 46.9,10.
A
Seção Profética:
Os
preceitos cerimoniais eram deixados de lado, na maioria dos casos, e isso
mostra como Cristo, nos Evangelhos, tem superioridade da lei de Moisés.
Prediz
os acontecimentos de Cristo, Seu reino, a Sua redenção pela graça tanto que
mostrou que a lei seria cumprida em Cristo. Então, por Cristo ser visto
como superior da lei de Moisés e pelo fato que a lei seria cumprida em Cristo,
convém que a seção profética venha entre a Lei e os Evangelhos.
1.
Isaías
Tema: O Evangelho no Velho Testamento
Tempo: 760-680 a.C.
Autor:
Nome significa
"Salvação é Jeová"
A chamada para o
ministério, 6.1-13
Livro:
Primeira parte, cap. 1-39 - reprovações pelo pecado do povo;
avisos de julgamento. Igual ao tratamento dos Evangelhos do Novo Testamento: 1)
Fim do pecado e 2) Salvação em Cristo.
Segunda
parte, cap. 40-66 - palavras doces, confortáveis.
Chamada
o "Quinto Evangelista" por causa de tantas referências ao Cristo, Sua
Pessoa (9.6), atributos (7.14; 11.1-5), sofrimentos (53.1-12) e salvação
(55.1-9). Ocupa-se de quase todas as doutrinas cardinais na escala de teologia.
Tem
mais citações no Novo Testamento de Isaías de que qualquer outro profeta.
Acompanha
o reinado do Sul (1.1) 736-711 a.C.
2.
Jeremias
Tema: Servi Ao Senhor!
Tempo: 625-586 Ac
Autor:
Nome significa "Exaltado por Deus"
A
Chamada 1.1-10
Foi
profeta durante grande rebeldia do Povo para a idolatria, antes do cativeiro de
Judá.
Chamado
o 'Profeta Chorão' por sentir tão profundamente o peso do julgamento que Deus
enviava sobre os pecados do povo. Mesmo profetizando castigo divino,
angustiou-se pelo povo.
Seu
caráter e sua vida são mais conhecidos do que qualquer outro profeta.
Sofonias
e Habacuque profetizaram na mesma época de Jeremias.
O Livro:
Enquanto
o povo obedecia, eram abençoados.
Quando
o povo desobedecia, eram castigados. A maior parte do livro trata com a
desobediência do povo.
A
mensagem era que só podiam ser aceitos por Deus se fossem redimidos por Cristo
que viria no Novo Testamento. É a mesma mensagem de hoje.
Este
livro é muito pessoal.
3.
Lamentações de Jeremias
Tema: Os Sofrimentos de Jerusalém em 586
a.C.
Tempo: 588 a.C.
O Livro:
Descreve a angústia que o pecado traz, em cinco lamentações.
O crente tem, neste livro, a linguagem da sua própria confissão:
auto-humilhação e invocação para perdão.
4.
Ezequiel
Tema: A Glória de Deus em Juízo e
Salvação.
("e sabereis que Eu
Sou o SENHOR" 39 vezes no livro.)
Tempo: 595-574 a.C.
O Autor:
Nome significa "Deus
Fortaleça"
A Sua chamada 1.1-3; 2.1,2.
Foi levado para a Babilônia
em 597 a.C.
Exerceu o ministério
profético durante uns 22 anos (1.2; 29.17)
Obadias e Jeremias vivem,
também, neste mesmo período.
O Livro:
Durante o exílio em
Babilônia
Muito organizado
Cap. 1-24 - acusação e
condenação de Israel
25-32 - Discursos às nações
vizinhos:
- castigo a perversidade
- serão destruídos para não
impedir os futuros planos
33-48 - Deus, em
misericórdia tem planos futuros para Israel.
Tem formas mais ousadas e estranhas de revelações do que
qualquer outro livro profético do Velho Testamento. Por isso, difícil são as
suas interpretações.
Correspondia
à última parte de 2 Crônicas.
5. Daniel
Tema: A Soberania de Deus
(2;47;4:37;6:26)
Tempo: 606-534 a.C.
O Autor:
Nome significa "Deus é
Meu Juiz"
Este autor compara com José
- Cativos quando Jovens
- Servidor no palácio do Rei
- Injustiçado. Depois Deus os
levou para a honra
- Vidas puras no meio de
corrupção
- Morreram em terra estranha
Daniel viu muito longe nas profecias, até a segunda vinda de
Cristo
O Livro:
Escrito 600 anos antes de
Cristo
Um companheiro ao livro de
Apocalipse
Foi escrito no cativeiro de
Judá, em Babilônia.
Cap. 1-6.28 - Seis conflitos morais entre Daniel e seus três
companheiros. Retido ganhando cada vez.
Cap.
7-12 - A mão de Deus controlando o decorrer da história
6.
Oséias
Tema: Amor Redentor
Tempo: 768-720 a.C.
O Autor:
Nome significa
"Libertação" ou "O Senhor Salva"
Escreveu com precisão e com
provérbios (curtos mas cheios de significação)
Profetizou às dez tribos
numa época muito depravada
Vivia na mesma época de
Amós em Israel e de Isaías e Miquéias em Judá
Judeus consideram que ele
profetizou quase 80 anos
O Livro:
Escrito antes de Ezequias e
Jeremias
Antes do cativeiro
Sua obra era descobrir o pecado e avisar dos julgamentos de
Deus contra um povo obstinado.
Há
interligação de referências com Ezequiel e Jeremias mostrando a confraternidade
entre eles e a operação do mesmo Espírito em todos. Compara as seguintes
referências: Jr 7.34; 16.9 25.10 e Ez 26.13 com Os 2.11
Como
uma mulher prostituta, quando se casa e gera filhos, ainda quer o pecado, assim
é o povo de Deus para com pecado 1.3; 2.2.
Como
um esposo longânimo, apela pelo arrependimento oferecendo perdão e misericórdia
à sua esposa pecaminosa. 2.14-23.
Assim
Deus apela ao Seu povo, a quem escolheu e ama.
Referências
no Novo Testamento: Rm 9.25,26 (Os 1.10 2.23)
7. Joel
Tema: Dia do Senhor (1.15;2.1,11)
Tempo: 720 a.C.
O Autor:
Nome significa "O
Senhor (Jeová) é Deus"
Vivia, provavelmente, no
mesmo tempo de Amós em Israel (10 tribos)
Profeta à Judá (2 tribos)
O Livro:
Os castigos de Deus pedem
submissão do Seu povo a Ele, o Deus.
Os acontecimentos descritos
podem ser interpretados literal e espiritualmente.
Tudo o que Deus faz
acontecer na terra, prepara-a para o futuro dia do Senhor.
Referências no Novo
Testamento: At 2.16-21; Rm 10:13 (Jl 2.28-32)
Mt 24.29-31; Lc 13.24-27
(Jl 3.15,16)
8. Amós
Tema: Julgamento do Pecado
Tempo: 787 a.C.
O Autor:
Nome significa "Levar
um Fardo"
Trabalhava como pastor de
ovelhas 1.1
Um profeta para o reinado do norte durante o tempo do Rei
Jeroboão II e para o Reinado do sul durante o reinado de Uzias.
Fala
abertamente a Palavra de Deus.
O Livro:
Um
clamor de justiça (5.24)
O
homem tem responsabilidade de se arrepender e estabelecer a justiça para poder
viver (5:14,15).
9.
Obadias
Tema: A condenação de Edom
Tempo: 585 a.C. + ou -
O Autor:
Nome
significa "servo ou adorador do Senhor"
Foi
um profeta contra Edom (1.1, ver Gn 36.1,8). Outros profetas contra Edom eram:
Amós, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Malaquias. (Bíblia Vida).
É
difícil colocar o tempo da sua profecia e dizer quais outros profetas viveram
junto com ele. Isso, de jeito nenhum, faz que esse profeta foi menos inspirado
que os outros.
O Livro:
O
livro mais curto do V.T.
A
crueldade (1.5-7), a violência (1.10), e o orgulho (1.3) de Edom contra Jacó
trouxe a ira divina (1.15,16).
As
intenções, ou as ações dos Edomitas contra o povo de Deus não impediram a
vontade de Deus de ser feita (1.4,17,18,21).
O
capital do Edom nesta época era Sela, hoje chamada Petra. A destruição
profetizada veio mesmo ser completa. A destruição era tão completa que só em
1812 foram descobertas as ruínas desta cidade. São cortadas na rocha sólida de
colorido rosa e ficaram muito tempo escondidas nas áridas regiões ao sul do Mar
Morto. (Scofield).
Uma
lista das principais referências a Edom: Históricas: Gn 25-36 (Jacó e
Esaú); Nm 20.14-21, Dt 2.1-8 (o período do êxodo); 1 Sm 14.47 (sob Saul); 2 Sm
8.14 (sob Davi); 2 Rs 8.20-22 (sob Jeorão); 2 Cr 20.10-23 (sob Josafá); 2 Rs
14.8; 2 Cr 25.11-13 (sob Amazias); 2 Cr 28.17 (sob Acaz); Sl 137.7; Lm 4.22
(queda de Jerusalém); Sl 83.1-6 (geral). Profecias: Is 11.14; 34;
63.1-6; Jr 49.7-22; Ez 25.12-14; 35; Jl 3:19; Am 1:11-12; Ml 1:2-5. (Bíblia
Vida)
10. Jonas
Tema: A
Misericórdia de Deus
Tempo:
escrito no 8º século antes de Cristo.
O Autor:
O
nome significa "Pomba"
Era
profeta (2 Rs 14.25) em Israel antes de ser enviado a Nínive.
O
acontecimento de Jonas ser preservado no ventre da baleia (1.17- 2.10) foi
usado por Jesus como profecia em Mt 12.38-40 da sua própria morte e
ressurreição.
Jonas
é um tipo de Cristo em que foi enviado, e em tipo ressuscitou dos mortos para
levar a salvação aos gentios. (Scofield).
Jonas
era um profeta de Deus e deixou para nós um livro inspirado, mas ele era um
homem mesmo assim. Isso podemos ver pela insistência de não obedecer logo
Palavra de Deus, e depois as suas paixões contra as misericórdias de Deus aos
Ninivitas. (2 Co 4.7).
O Livro:
O
livro é uma autobiografia de Jonas.
É
revelada a compaixão de Deus e o uso da Sua graça aos pagãos (3.10; 4:11) que é
além do entendimento do homem.
Não
é só maravilhoso que Jonas foi engolido por um peixe mas que ele ficou vivo por
três dias e três noites nas entranhas do peixe (1.17). Quando se considera o
amor e misericórdia de Deus, nada deve ser difícil demais para se acreditar.
Um
mensageiro de misericórdia no tempo de Jeroboão o segundo (798-753 a.C.) no 8º
século a.C., e uns 80 anos + ou - antes do cativeiro de Israel pela Assíria.
11.
Miquéias
Tema: Juízo e Reino
Tempo: 8º século a.C.
O Autor:
O nome significa "Quem
é como o SENHOR?"
Morastita - veio da cidade Moresheth que fica 35 km ao
sudoeste de Jerusalém onde talvez era um agricultor. (Scofield e Bíblia Vida)
Miquéias
era um contemporâneo de Isaías (compare 1.1 com Is 1.1) e profetizou tanto a
Israel como à Judá.
Miquéias
foi mencionado por Jeremias em Jr 26.18, que cita ele como alguém enviado por
Deus, e Jesus citou Miquéias em Mt 10.35,36.
Nota
a semelhança entre Miquéias e Tiago (Mq 6.6-8 e Tiago 1.27)
O Livro:
Cap.
1-3 - Os juízos de Deus contra Israel e Judá.
Cap.
4,5 - Consolo e esperança oferecidos. Profecias de Cristo e o Seu reino
espiritual (primeira vinda) e corporal (segunda vinda).
Cap.
6,7 - Salvação mostrada num diálogo entre Deus e o Seu povo, completo com o
arrependimento do povo pecaminoso e a misericórdia de Deus. Compare 7.1,9 com
7.18.
Lendo
a história de Israel e Judá em 1 Reis e 2 Reis ajudaria de entender a situação
espiritual do povo a quem Miquéias profetizou.
Vê-se
Cristo, seu nascimento (5.2; Mt 2.5,6), seu reino (5.4), a redenção do Seu povo
(7.18-20), e a chamada dos gentios (4.1-7) pelo livro.
12. Naum
Tema: Nínive
Cairá, Judá Será Vindicada
Tempo: Escrito
no 7º século a.C., os acontecimentos foram entre 666 a.C. e 612 a.C. (Scofield)
O Autor:
Nome
significa ‘conforto’ ou ‘consolo’.
Era
da cidade de Elcos, na Judá. Talvez é ele mencionado em Lc 3.25, mas não há
certeza disso. Se for, é o único lugar no Novo Testamento que é
mencionado.(Bíblia Vida)
O Livro:
Uma
seqüência do livro de Jonas, uns cem anos depois (Scofield). Talvez seja dada
esta profecia logo depois que Judá foi levada cativa por Assíria (Matthew
Henry). Nínive era o capital de Assíria (Matthew Poole).
O
estilo de Naum é de poesia lírica de uma qualidade muito alta. Suas mensagens
são vivas e impetuosas.
A
mensagem é que Nínive será destruída. Essa profecia era um conforto ao povo de
Deus pois os Ninivitas escravizaram o povo de Judá pelas ameaças de agredi-los
e não eram nem um pouco cortês nesse desejo (3.19). Para que o povo de Deus,
sob o reinado de Ezequias, não perdessem o ânimo completamente, veio à profecia
de Naum (2.1-2).
Cap.
1, é um Salmo
Cap.
2,3 são proféticos
13.
Habacuque
Tema: Da Dúvida à Fé
Tempo: Escrito no 7º século a.C.
O Autor:
O nome significa
"abraço"
É provável que era um
levita e um músico (3.19) (Scofield)
O Livro:
Com
os acontecimentos negritos ao redor do povo de Deus, e o contínuo castigo de
Deus pelos seus pecados, Habacuque quase dúvida da justiça de Deus (1.12-13).
Mas Deus afirma a sua soberania e a inutilidade das forças de homem maligno
(2.6-19) e por isso, cale-se diante dele toda a terra (2.20). Habacuque vendo,
então, a grandeza de Deus, renova a sua fé e confiança na justiça do SENHOR
(3.17-19).
O
versículo chave é 2.4 citado em Rm 1.17; Gl 3.11 e Hb 10.38.
14.
Sofonias
Tema: O Dia do SENHOR
Tempo: Escrito no 7º século a.C. O conteúdo do livro foi escrito provavelmente
antes de 621 a.C.
O Autor:
O
nome de Sofonias significa "O Senhor Esconde"
Sofonias
era filho do filho do filho do filho de Ezequias (tetraneto 1.1).
O Livro:
"o dia do Senhor" é usado mais vezes nestes três capítulos do que
qualquer outro profeta nos seus livros - Scofield - (sete vezes `dia do
SENHOR', doze vezes `aquele dia') Strongs.
Assíria
já ocupou Israel no norte desde 721 a.C., e agora, uns 40 anos antes de
Babilônia entrar em Judá, Sofonias profetiza aquela invasão (1.1-2:3). Ele fala
dos juízos de Deus sobre as nações vizinhas (2.3-15; Quereteus v. 5, Filisteus
v. 5, Moabitas v. 7-11, Etíopes v. 12, Assirianos v. 13, Ninivitas v. 13-15), e
sobre a cidade de Jerusalém (3.1-12).
Sofonias
pede arrependimento, de buscar ao SENHOR (2;3) que é o único caminho de ver a
misericórdia de Deus. Sim, Deus tem até preparado um remanescente que servirá
Ele na santidade (3.12,13). Isso mostra o Seu desejo de ter o homem O temendo e
O obedecendo em amor, com uma vida santa e separada.
Pode
ver a profecia da abertura do Evangelho para os gentios (3.9-11). O resto do
livro (3.14-20) é uma profecia da segunda vinda de Cristo quando vem estabelecer
o Seu reino milinel.
15. Ageu
Tema: Reconstrução do Templo
Tempo: Escrito no 6º século. O conteúdo
aconteceu em 520 a.C.
O Autor:
O nome de Ageu significa
"festivo"
Viveu no mesmo tempo de
Zacarias (Ed 5.1,2)
O Livro:
Uma profecia aos de Judá logo após o início do cativeiro por
Babilônia (1.1). É uma mensagem muito detalhada dando o ano, o mês e o dia de
cada casa (1.1,15; 2.1,10,20). Nos dois capítulos, aparece vinte cinco vezes os
termos "veio à palavra do SENHOR" e "assim diz o SENHOR dos Exércitos",
que para o povo recém cativo, deveria ser uma palavra de ânimo.
Deus,
pelo profeta, estimula o povo de ver o porque da sua tristeza que era em não
colocar Ele em primeiro lugar. Foram incitados a voltar e colocar Ele em
preeminência e refazer o templo destruído (1.2-11; Mt. 6.33). Então os lideres
junto com o povo "obedecerem à voz do SENHOR" e "fizeram a obra
na casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus" (1.12-15).
Para
o povo obedecer ao Senhor colocando Ele em primeiro lugar, Ele promete bênçãos
materiais (2.18,19) e políticas (2.20-23), mesmo que as obras das mãos não
sejam para Ele grande coisa (2.10-17). Isso nos ensina que o que Deus deseja é
nosso coração, adoração e louvor, até mais do que nossas obras.
16.
Zacarias
Tema: A Vinda do Senhor
Tempo: escrito no 6º século a.C. (520
a.C.)
O Autor:
O nome significa "O
Senhor se lembra"
Contemporâneo de Ageu (1.1; Ag 1.1)
As
mensagens de Zacarias estendem da época da reconstrução do templo até o milênio
(14:9-11).
O Livro:
O
Dario mencionado por Zacarias era Dario I Hystaspis, rei da Persa (morto em 486
a.C.) que foi entre o reinado de Ciro e Artaxerxes (Esdras 4.1-7) neto de Ciro.
Este Dario não é o mesmo mencionado por Daniel (Dn 9.1), este era Dario, o
medo, um dos primeiros reis sobre Babilônia depois da batalha que derrubou
Belsazar, rei dos caldeus (Dn 5.29-31). Este Dario também não é o mesmo Dario,
o persa, mencionado por Neemias (Ne 12.22) que foi o último rei persa derrubado
por Alexandre, o Grande, em 330 a.C. (Zondervan Pictorial Dictionary)
Nenhum
livro de profecia tem tantas profecias sobre Cristo, a nação de Israel em tão
poucos capítulos quanto o livro de Zacarias. (Scofield)
Cristo:
vindo (3.8-10; 8.19-21; 9.9,10; 13.7), sendo rejeitado pelos Judeus (11.10-12).
Deus castigando os Judeus por rejeitar Cristo (14.1,2), chamando os Gentios
(8.20-23; 12.10; 3.8,9; 6.12,13) e a época da Sua operação pela igreja
(14.3).(Matthew Poole)
17.
Malaquias
Tema: Corrupção Eclesiástica e Pecado do
Povo Condenado
Tempo: escrito no 5º século a.C. (400
a.C.)
O Autor:
Nome significa "meu mensageiro" ou "meu
anjo"
Não
há muito para saber sobre Malaquias além do que este livro diz.
Malaquias
usa uma forma de fazer uma pergunta como se fosse vindo do povo e dando uma
resposta como método de declarar verdades (1.1; 2.14,17; 3.8, 13) e de formular
uma conversa entre os destinatários e remetentes (1.6-9; 2.10-17; 3.2, 7-8)
formas que depois foram adotados comumente entre os Judeus.
O Livro:
É
provável que tenha sido escrito poucos anos depois de Neemias (Scofield) pois
ele e Neemias falam dos mesmos assuntos acontecendo entre a vida casada dos
Judeus (Ne 13.23,28; Ml 2.11), e os dízimos guardados pelo povo para si mesmos
(Ne 13.10,11; Ml 3.8) (Poole).
A
última palavra do Velho Testamento é "maldição". Sem as profecias
cumpridas, maldição seria o melhor que qualquer um poderia esperar. Os
sacerdotes eram corruptos (1.6-2:9) e o povo também (2.10-4:3). Deus é soberano
(1.6, 14; 2.5; 4.4) e justo (1.3,4,14; 2.2,3,9,12) mas gracioso também (1.2;
2.4,5; 3.6,10; 4.2,5,6). O Novo Testamento começa já com Jesus Cristo que
levaria esta maldição em Si mesmo para os que confiam nEle (Jo 3.16; Gl 3.13).
O
fim da era profética foi aqui, e por 400 anos nenhum profeta veio. Isto fez com
que todos olhassem mais intensamente para o preparador do caminho diante do
Messias que foi o João Batista (3.1; 4:5,6; Mt 11.10-15; 17.11-13).
A Bíblia
O Período Entre os Testamentos e
O Novo Testamento
Terminamos o Velho
Testamento com a palavra "maldição". Sem as profecias cumpridas,
maldição seria o melhor que poderíamos esperar. Até aqui Cristo foi prometido,
mas não visto. A Esperança era prevista, mas não obtida.
Por quase quatrocentos
anos, Deus não chamou nenhum profeta para dizer "assim diz o
Senhor". Em todo este tempo nenhum escritor inspirado apareceu. Por
isso este tempo é chamado "Os Anos Silenciosos" ou "O Período
Negro".
O período
intertestamentário, 397 - 6 a.C., provocou muitas mudanças no mundo em geral e
entre os Judeus em particular. Se pudermos entender, um pouco, o que aconteceu
neste período que a Bíblia não nos revela, poderemos compreender melhor o povo
que existiu no Novo Testamento e o porquê de muitas palavras de Jesus no Novo
Testamento.
I. O Período
Intertestamentário
Podemos dividir esta seção,
neste período, entre os acontecimentos políticos e religiosos ou os externos ou
os internos.
A. Externo (Político)
Os povos que controlavam o
mundo sempre deixaram traços da sua civilização entre o povo que conquistavam.
Arquitetura, língua, educação, maneiras de comer e vestir, formas e estilos de
governo, etc., são só algumas das maneiras que uma nação influenciava uma
outra.
1. Controle Mundial
a. Babilônia
Os Babilônicos levaram o
reinado do Sul, Israel, cativo em 587 a.C.
b. Medo-Persa
Os Medo-Persas tomaram o
controle do mundo dos Babilônicos em 537 a.C.
c. Grego
Os gregos tomaram o
controle do mundo dos Medo- Persas em 333 a.C.
Alexandre o Grande, que era
o "bode que tinha um chifre insigne entre os olhos" de Daniel 8.1-7,
conquistou o mundo antigo. Pelo domínio grego, a linguagem e civilização grega
foram espalhadas em todo a parte do mundo conhecido naquele tempo. Este
controle do mundo continuou através dos seus quatro generais que dividiram o
poder na morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., até que os Romanos vieram
em 63 a.C.
d. Romano
Os Romanos estabeleceram o
Império Romano em 27 a.C. com Octavianus, tomando o poder sobre o nome de
Augustos. Quando começa o Novo Testamento, os Romanos estão reinando sobre
Jerusalém e o mundo.
2. Controle de Jerusalém
Apesar das nações que
conquistaram o mundo, Jerusalém foi dominada por outras nações em tempos
curtos, mas significativos. Os que exerceram controle sobre Jerusalém e os anos
que estes dominaram são:
a. Período Pérsico: 536
-333 a.C.
b. Período Grego: 333 -
323 a.C.
c. Período Egípcio: 323
- 204 a.C.
d. Período Sírio: 204 -
165 a.C.
e. Período dos Macabeus:
165 a.C. - 63 a.C.
f. Período Romano: 63
a.C. - Novo Testamento
B. Interno (Religioso)
Muitas coisas citadas no
Novo Testamento, não são mencionadas no Velho Testamento. Desde que o Velho
Testamento não fala nada destas coisas, e o Novo Testamento as menciona,
devemos entender que foi durante o período intertestamentário que estas foram
introduzidas. Por causa do tempo tumultuoso em que Jerusalém viveu nestes
quatrocentos anos varias seitas, instituições e práticas entre os judeus foram
desenvolvidas. A história humana nos relata muitos fatos que pode nos ajudar
entender várias referências de Jesus e os Apóstolos à estas seitas,
instituições e à estes grupos.
1. Sinagoga
Durante o cativeiro, os
judeus foram espalhados por todos os cantos. Eles continuaram seus costumes,
apesar de quem os dominava. Por Jerusalém ser longe, foi desenvolvido um lugar
de reuniões aonde quer que os judeus existissem. Quando os judeus voltaram para
Israel, continuaram com estas maneiras de se reunirem. Estruturas começaram a
ser erguidas, mesmo no cativeiro, onde os judeus podiam se reunir e ouvir da
lei. Pelo decorrer do tempo estas assembléias religiosas tinham uma finalidade
estabelecida e ofícios distintos. Esta reunião religiosa, junto com a
estrutura, é conhecida como sinagoga.
2. Escribas
Com o cativeiro, os
sacerdotes não foram sempre espalhados na forma de instruir todos os judeus na
maneira que desejavam. Os escribas eram profissionais no Velho Testamento cujo
trabalho era de colocar, por escrito, o que os profetas disseram. No tempo do
exílio (cativeiro) estes começaram a ser chamados para "interpretar"
o que a Lei dizia. Eles eram formados na linguagem original do Velho
Testamento, então o povo pedia que estes não só lessem a Lei, mas que as
ensinassem também. Os Escribas, gradualmente, perderam o aspecto de serem
profissionais de escrever e passaram a ser mais como uma classe religiosa, ou
seita, com autoridade para interpretar a Lei. Para o Judeu, os Escribas tinham
autoridade da Lei Oral.
3. Fariseus
No cativeiro, os Judeus não
tinham um líder político só para eles. Eles eram sobre o domínio dos outros.
Mas muitas vezes, os líderes das nações que dominavam o mundo deram autoridade
limitada aos que tinham uma forma de autoridade entre os Judeus. Os sacerdotes
tinham autoridade pela Lei Escrita, e estes sacerdotes, muitas vezes, eram
colocados em posições oficiais pela nação que os dominavam. Nessa posição de
autoridade, os sacerdotes ficaram conhecidos como Fariseus. Os Fariseus
começaram a ser vistos como tendo autoridade religiosa e política entre os
judeus. Quando o Novo Testamento se inicia, temos esta seita, Fariseu, já existindo.
4. Saduceus
Entre a seita dos Fariseus
nasceu a seita dos Saduceus. Os Saduceus eram um ramo menos rígido entre os
Fariseus. Os pensamentos dos Saduceus eram mais liberais que os Fariseus, mas
as suas ações eram muito mais rígidas. A Lei Escrita era a sua autoridade.
5. Herodianos
Os Herodianos (Mt 22.16; Mc
3.6; 12.13) eram um grupo entre os Judeus que era mais político do que
religioso. Tinham o objetivo de ajudar o governo de Roma a prosseguir e
favorecer os judeus.
6. Zelotes
Os Zelotes eram
nacionalistas puros. Estão mencionados em Lucas 6.15 e Atos 1.13. A palavra
"zelador", nestes casos, é o mesmo de Zelote. O pouco de tempo que os
Judeus, com os Macabeus, exerceram controle de si mesmos foram suficientes para
inflamar uma atitude de nacionalistas. Quiseram uma nação Judaica e lutaram
para isso.
Podemos aproveitar mais um
fato para nos ajudar a entender o Novo Testamento. Seria a Mishna e o
Talmude
A Mishna é a Lei Oral dos
Judeus que foi passada de geração a geração, verbalmente, de pai para filho.
Quando esta foi colocada por escrito, tomou o nome "Talmude". A lei
Oral foi colocada na forma escrita pelo Rabino Jehuda no fim do segundo século
depois de Cristo.
O Talmude consistia em duas
partes: a) A Mishna, ou Lei Oral e b) a Gemara, ou comentários sobre a Mishna.
No tempo de Cristo, a Lei
Oral era ainda oral e não escrita na forma do Talmude. Era esta Lei Oral, que
Jesus apontava quando no Sermão da Montanha falava: "Ouvistes que foi
dito" (Mt 5). Quando Jesus mencionava o Velho Testamento, usava:
"Está escrito" (Mt 4.4, 7, 10) e não "foi dito". Veja
também Jesus referindo-se à Lei Oral em Mt 15.1-9; 23.16-18 23 (Baxter).
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento é o
Velho Testamento revelado bem como o Velho Testamento é o Novo Testamento
escondido. Conhecer o Velho Testamento ajuda o aluno, da Bíblia, a entender
muitas alusões e referências feitas no Novo Testamento (Veja Lucas 24.27-45 e
as comparações do livro de Levítico com Hebreus). O primeiro versículo do Novo
Testamento refere-se a Cristo na sua relação com o Velho Testamento. O Velho
Testamento mostra a necessidade humana, o Novo Testamento mostra o suprimento
divino. No Velho Testamento, o coração humano está visto, no Novo Testamento, o
coração de Deus é visto suprindo, em Cristo Jesus, todas as necessidades
humanas.
Há uma idéia que domina no
Novo Testamento. Essa idéia é "cumprir". Mt 1.22, "Tudo isto
aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo
profeta, que diz"; e, assim, mais onze vezes Mateus mostra como Cristo
cumpriu o Velho Testamento (Mt 2.15,17, 23; 4.14; 8.17; 12.17; 13.35; 21.4;
26.56; 27.9, 35). Os outros evangelistas também concordam com Mateus neste
aspecto. As primeiras palavras do ministério público de Cristo contém
"cumprir" (Mt 3.15; Mc 1.15; Lc 4.21 e, em João 1.41, 45 a palavra é
"achamos"). Nisso podemos ver que o Novo Testamento é a
"resposta" do Velho Testamento.
No Novo Testamento, Cristo
é revelado diferentemente do que no Velho Testamento. O Novo Testamento não usa
tipos nem símbolos, mas mostra Cristo, a pessoa atual.
|
VELHO TESTAMENTO
O Cristo da profecia
Cristo - A Esperança
Cristo - O Esperado
Cristo - O Previsto
Cristo - O Predito
|
|
NOVO TESTAMENTO
O Cristo da história
Cristo - O Fato
Cristo - O Experimentado
Cristo - A Provisão
Cristo - O Apresentado
|
O Novo Testamento consiste
de vinte e sete livros, divididos em: quatro livros da vida de Cristo, um livro
histórico, vinte e uma epístolas apostólicas e um livro profético.
Cristo veio inicialmente
aos Judeus (Mt 10.5-6; Jo 1.11; nascido sob a lei, Gl 4.4; Rm 15.8) e as
doutrinas sobre a graça, baseadas na vida de Cristo, são tratadas profundamente
e desenvolvidas só nas epístolas.
I. Os Evangelhos
Mateus, Marcos, Lucas,
João
Introdução:
Os quatro evangelhos não
têm a intenção de dar uma biografia completa de Cristo. O propósito deles é o
de mostrar Cristo, "para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de
Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".(Jo 20.31)
Mesmo que os quatro se
complementassem, um ao outro, mostrando partes da vida de Cristo que o outro
não relatou, os quatro testemunham, juntamente, em pelo menos dez áreas, assim
revelando a ênfase dos escritos dos evangelhos que é a vida de Cristo e a Sua
obra salvadora completa para o homem pecador. Estas dez áreas são:
|
1. Cristo
visto
2. Ministério de João
Batista
3. Alimentação dos cinco
mil
|
4. Cristo
como Rei - Zc 9.9
5. Traição de Judas
6. Negação de Pedro
|
7.
Julgamento e crucificação
8. A ressurreição corporal
- 40 dias após a ressurreição
- Segunda vinda predita
|
Cada evangelista narra a
vida, deste Filho de Deus, de uma maneira diferente assim complementando um ao
outro. Três, dos quatro, são parecidos e juntos fazem como um resumo da vida de
Cristo. Mateus, Marcos e Lucas, por este resumo, são chamadas os evangelhos sinópticos.
Os sinópticos diferem, do
Evangelho de João, nas seguintes maneiras:
|
Mateus,
Marcos e Lucas
Os fatos da vida exterior de Cristo
Os aspectos da sua vida humana
Os seus discursos públicos
O ministério na Galiléia
|
João
A vida intima de Cristo
A vida divina de Cristo
Os discursos pessoais
O ministério na Judéia
|
Mateus mostra Cristo como Rei,
o soberano que veio ordenar e reinar. Marcos mostra Cristo como Servo,
aquele que veio servir e sofrer. Lucas mostra Cristo como Filho de Homem,
o homem que veio repartir e compadecer-se. João mostra Cristo como Filho de
Deus, aquele que veio revelar e redimir. Assim, os quatro relatam os tipos
mostrados em Ezequiel 1.10 e João em Apocalipse 4.6-8 ilustrando os quatro
animais "no meio do trono, e ao redor do trono" com a semelhança de
leão (Mateus - rei), bezerro (Marcos – servo), rosto como de homem (Lucas -
filho de homem) e semelhante a uma águia voando (João - filho de Deus).
A base do Velho
Testamento era profética, agora no Novo Testamento tudo se focaliza nas
doutrinas que se baseiam nos fatos descritos nos quatro evangelhos. Mudamos
agora, do que era em maior parte ao Judeu, para o que é para o cristão.
Trocamos marchas nos quatro evangelhos: Moisés para Cristo, da lei para graça.
Os quatro combinam, harmoniosamente, as características de cada um para ser uma
testemunha única de Cristo.
A. Mateus
Tema: Cristo, O Rei
"como a semelhança de
leão", Ap 4.6-8.
Tempo: 50 d.C.
Autor: Mateus, também chamado Levi
(compare Mt 9.9 com Mc 2.13; Lc 5.27). Mateus era um publicano, um servidor
público, um empregado do governo. Israel, nesta época, era dominada pelos
Romanos. Mateus era, então, um Judeu que trabalhava para uma nação gentia. Seu
trabalho era receber os impostos do povo na "alfândega" ou
"recebedoria" (Mt 2.14; Mc 2.14; Lc 5.27). Por Mateus trabalhar para
os Romanos ele era desprezado pelos judeus ortodoxos que ensinavam a separação
explícita dos gentios. Geralmente os publicanos estão associados com as pessoas
de baixa moral (Mt 9.10; 21.31).
O Livro:
O livro de Mateus mostra
Cristo como rei. Sua genealogia é traçada desde o Rei Davi; e o lugar do Seu
nascimento, Belém, o lar de Davi, é enfatizado. Sete vezes, neste Evangelho,
Cristo é chamado de "o filho de Davi" (1.1; 9.27; 12.23; 15.22;
20.30; 21.9; 22.42). Só em Mateus Cristo fala do "trono da sua
glória" (19.28; 25.31). Além disto, apenas neste Evangelho Jerusalém é
chamada de "cidade santa" (4.5) e de "a cidade do grande
Rei" (5.35). Sendo o Evangelho do Rei, Mateus também é o Evangelho do
reino; a palavra "reino" aprece mais de cinqüenta vezes e a expressão
"o reino dos céus", que não foi usada em nenhum outro lugar no N.T.,
aparece aqui cerca de trinta vezes. (Scofield)
Mateus, mais do que
qualquer dos escritores dos Evangelhos identifica acontecimentos e
pronunciamentos na vida do nosso Senhor com predições do V.T., como, por
exemplo, 1.22; 2.15, 17, 23; 4.14; 12.17; 13.14; 21.4; 26.54, 56; 27.9, 35.
(Scofield)
Conquanto que Mateus mostra
Cristo como Rei, Ele é primeiramente o Rei espiritual do Seu povo. O povo
Judeu, junto com os discípulos, esperava o Messias que vinha derrubar os reinos
em oposição e estabelecer o Seu reino na terra. Como isso não veio a acontecer
(Mt 12.18-21), muitos deixaram-nO (Mt 26.56). Antes que alguém possa entrar no
Seu reino na terra, Cristo deve reinar no seu coração.
Mateus relata a vida de
Cristo sem os detalhes que Marcos e Lucas dão. (Baxter):
Estão agrupados os
preparativos para o Seu ministério:
Cap. 1 – 4.12 - Genealogia,
nascimento, Batismo e Tentação
Estão agrupados as obras e
ações de Cristo no Seu ministério na Galiléia:
Cap. 5, 6, 7 - Os
Ensinamentos de Cristo
Cap. 8, 9,10 - Os milagres
de Cristo
Cap. 11 - 18 - As reações
ao ministério de Cristo.
Estão agrupados também o
Seu curto ministério em Judéia:
Cap. 19 - 25 - Sua
Apresentação - Rei
Cap. 26, 27 - Sua
Crucificação - O Malfeitor
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