A autenticidade da Bíblia
CÂNON
INTRODUÇÃO
1. O SIGNIFICADO DA
PALAVRA CÂNON
A
palavra cânon tem raiz na palavra "cana", "junco" (do
hebraico geneh, através do grego kanon ). O "junco" era usado como
uma vara para medir e avaliar ..." mais tarde teve o sentido de
"lista" ou "rol".15/95
Aplicada às Escrituras, a palavra cânon
significa "uma lista de livros oficialmente aceitos". 23/31
Deve-se ter em mente que a igreja não
criou o cânon nem os livros que estão incluídos naquilo que chamamos de Escrituras. Ao contrário, a
igreja reconheceu os livros que foram inspirados desde o princípio. Foram
inspirados por Deus ao serem escritos.
E a todos quantos andarem de conformidade
com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus
(Gl 6:6). Nos porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite
da esfera de ação que Deus nos desmarcou e que se estende até vós (2Co 10:3).
"Não nos gloriando fora de medida
nos trabalhos alheios, e tendo esperança, de que, crescendo a vossa fé, seremos
engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação (2Co 10:15).
A Bíblia, como o cânon sagrado, é a nossa
norma ou regra de fé e prática. Diz-se dos livros da Bíblia que são canônicos
para diferenciá-los dos apócrifos. O emprego do termo cânon foi primeiramente
aplicados aos livros da Bíblia por origines (185-254 d.C).
1a. CÂNON - DATAS E
PERÍODOS
O Novo Testamento foi completado em menos
de 100 anos, pois seu último livro, o apocalipse, foi escrito cerca de 96 D.C.
Isto é, dá um total de 1.142 anos para a formação de ambos os Testamentos
(1046+96). (Leve
em conta
Que a cronologia Bíblica é sempre aproximada, pois os povos
orientais não tinham um sistema fixo de computação de datas.
Quando se fala do espaço total de tempo, que vai da escrita do
pentateuco ao apocalipse, é preciso intercalar os 400 anos do período
interbíblico ocorrido entre os Testamentos, o que dará um total de 1542 anos (1046+96+400).
Por isso se diz que a Bíblia foi escrita no espaço de 46 séculos. Este é o
período no Qual o cânon foi completado.
1b. CÂNON - SUA
INSPIRAÇÃO
A canonicidade é determinada pela
inspiração. Os livros da Bíblia não são para Deus oriundos, isto porque eles
tem valor, provieram de Deus. A processo mediante o qual Deus nos concede sua
revelação chama-se inspiração. È a inspiração de Deus num livro que determina
sua canonicidade. Deus dá autoridade divina a um livro, e os homens de Deus o
atacam. Deus revela, e o seu povo conhece o que o Senhor revelou. A
canonicidade é dada por Deus e descoberta pelos homens. A Bíblia constitui o
"cânon", pelo qual tudo mais deve ser medido e avaliado pelo fato de
Ter autoridade concedida por Deus. Sejam quais foram as medidas (os cânones )
usados pela igreja para descobrir com exatidão que livros possuem essa
autoridade canônica ou normativa, não se deve dizer que determinam a
canonicidade dos livros. Dizer que o povo de Deus, mediante quaisquer regras de
conhecimento, "determina" que livros são autorizados por regra de
conhecimentos. 56 Deus pode conceder absoluta.
Só a inspiração divina determina a
autoridade de um livro, se ele é canônico, de natureza normativa.
1c. CÂNON - SUA
DESCOBERTA
O povo de Deus tem desempenhado um papel
de grande importância no processo de canonização. A comunidade dos crentes arca
com a tarefa de chegar a uma conclusão sobre quais livros são realmente de
Deus. A fim de cumprir esse papel, a igreja deve procurar cartas
características próprias da autoridade divina. Como poderia alguém reconhecer
um livro inspirado só por vê-lo? Dai vários critérios estavam em jogo nesse
processo de reconhecimento. Ao qual são eles:
1.d OS PRINCÍPIOS DA
DESCOBERTA DA CANONICIDADE:
Sempre existiu falsos livros e falsas
mensagens. E por representarem ameaça constante, surgiu-se a necessidade de que
o povo de Deus tivesse mais cuidado com a coleção de livros sagrados guardados
consigo, pois poderiam haver alguns erros. A partir daí a igreja passou a
questionar esses livros sagrados mediante cinco critérios; ao qual são eles:
a)O livro
é autorizado - Veio de Deus;
b)É
profético - Foi escrito por um servo de Deus;
c)É digno
de confiança - Fala a verdade a cerca de Deus;
d)É
Dinâmico - Possui o poder que transforma vidas;
e)É aceito
pelo povo de Deus para o qual foi originalmente escrito.
1. VEJAMOS AGORA CADA UM DESSES CRITÉRIOS SEPARADAMENTE:
A
autoridade de um livro - Cada livro da Bíblia traz uma reivindicação de
autoridade divina. A expressão "Assim diz o Senhor" está presente na
Bíblia com freqüência. Sempre existe uma declaração divina. Se faltasse a um
livro a Autoridade de Deus, esse era considerado não canônico , não sendo
incluído no cânon sagrado.
Os livros dos profetas eram facilmente
reconhecidos como canônicos por esse princípio de autoridade. A expressão
repetida "e o Senhor me disse" ou " "a palavra do Senhor
veio a mim" è evidência abundante de sua autoridade divina. Alguns livros
não tinham reivindicação de origem divina, pelo qual foram rejeitados e tidos
como não canônicos. Talvez tenha sido o caso do livro dos justos e do livro da
guerra do Senhor. Outros livros foram questionados e desafiados quanto a sua
autoridade divina, mas por fim foram aceitos no cânon, como o livro de Ester.
Na
verdade, o simples fato de alguns livros
canônicos serem questionados quanto a sua legitimidade é uma segurança de que
os crentes usavam seu discernimento. Se os crentes não estivessem convencidos
da autoridade divina de um livro, este era rejeitado.
2. A AUTORIA
PROFÉTICA DE UM LIVRO
Os livros proféticos só foram produzidos
pela atuação do Espírito, que moveu alguns homens conhecidos como profetas.
(2Pe. 1:10-21). A palavra de Deus só foi entregue a seu povo mediante os
profetas de Deus. Todos os autores bíblicos tinham um Dom profético, ou uma
função profética, ainda que tal pessoa não fosse profeta por ocupação. (Hb.
1:1).
Paulo exorta o povo de Deus em Gálata,
dizendo que suas cartas deveriam ser aceitas porque ele era apóstolo de Paulo.
Isto porque todos os livros que não proviam por profetas nomeados por Deus,
deveriam ser rejeitados. Os crentes não deviam aceitar livros de alguém que
falsamente afirmasse ser apóstolo de Cristo (2Ts. 2:2). Note que a Segunda
carta de Pedro foi objetada por alguns da igreja primitiva. Por isso enquanto
os pais da igreja não ficaram convencidos de que essa não havia sido forjada,
mas de fato viera da mão do apóstolo Pedro, como seu versículo o menciona, ela
não recebeu lugar permanente no cânon cristão.
3. A
CONFIABILIDADE DE UM LIVRO
Outro sinal característico da inspiração
é o ser um livro digno de confiança.
A vista desse princípio, os crentes de
beréia aceitaram os ensinos de Paulo e pesquisaram as Escrituras, para verificar
se o que o apóstolo estava ensinando , estava de fato de acordo com a revelação
de Deus no Antigo Testamento. O mero fato de um texto estar de acordo com uma
revelação anterior não indica que tal texto é inspirado. Grande parte dos
apócrifos foi rejeitada por causa do princípio da confiabilidade. Suas
anomalias históricas e heresias teológicas os rejeitaram; seriam impossível
aceitá-las como vindos de Deus; a despeito de sua aparência de autorizados. Não
podiam vir de Deus e ao mesmo tempo apresentar erros.
Alguns livros canônicos foram
questionados a base nesse mesmo princípio como a carta de judas e a de
Tiago.
4. A
NATUREZA DINÂMICA DE UM LIVRO
O quarto teste canonicidade, era a
capacidade do texto de transforma vidas: "... A palavra de Deus é viva e
eficaz..." (Hb. 4:12) O resultado é
que ela pode ser usada "para ensinar, para repreender, para corrigir, para
instruir, em justiça" (2Tm. 3:16-17).
O apóstolo Paulo revelou-nos que a
habilidade dinâmica das escrituras inspiradas estava na aceitação das
Escrituras, como um todo, como mostra em 2 Timóteo 3:16-17. Disse Paulo a
Timóteo :" as Sagradas Escrituras podem fazer-te sábio para a Salvação. A
partir daí, outros livros e mensagens foram rejeitados porque apresentavam
falsas esperanças. (1Rs. 22:6-8) ou faziam rugir alarmes falsos (2Ts.
2:2).
5. A
ACEITAÇÃO DE UM LIVRO
A Marca final de um documento escrito
autorizado é seu reconhecimento pelo povo de Deus ao qual originalmente se havia destinado.
A palavra de Deus, dada mediante seus
profetas, e contendo sua verdade, deve ser reconhecida pelo seu povo. Se
determinado livro fosse recebido, coligido e usado como força de Deus, pelas
pessoas a quem originariamente se havia destinado, ficava comprovada a sua canonicidade.
Sendo o sistema de transportes atrasado como era nos tempos antigos, às vezes a
determinação da canonicidade de um livro da parte dos pais da igreja exigia
muito tempo e esforço. É por essa razão que o reconhecimento definitivo
completo, por toda a igreja cristã, dos 66 livros do cânon das Escrituras
Sagradas exigiu tantos anos.
Os livros de Moisés foram aceitos
imediatamente pelo povo de Deus. As cartas de Paulo foram recebidas
imediatamente, recebidas pelas igrejas às quais haviam sido dirigidas (1Ts.
12:13), e até pelos demais apóstolos (2Pe. 3:16). Já alguns escritos foram
rejeitados pelo povo de Deus, por não apresentarem autoridade divina. Esse
princípio de aceitação levou alguns a questionar durante algum tempo certos
livros da Bíblia, como 2 e 3 João são de natureza particular e de circulação
restrita; É compreensível, pois que houvesse alguma relutância em aceitá-los,
até que essas pessoas em dúvida tivessem absoluta certeza de que tais livros
haviam sido recebidos pelo povo de Deus do século como cartas do apóstolo
João.
* PRINCÍPIOS QUE FORMARAM
O CÂNON: (EM S
a)Sua
circulação universal - Alguns livros jamais foram aceitos por falta de
circulação, enquanto outros foram aceitos tariamente por falta de circulação na
igreja universal, pois circulavam somente em certos setores da igreja.
b)A
autoria dos apóstolos ou dos discípulos dos apóstolos - Dentre os apóstolos
temos as epístolas de Paulo e Pedro, e o Evangelho de João. Dentre os
discípulos temos os evangelhos de Marcos, e de Lucas, o livro de Atos, a
epístola dos Hebreus e etc...
c)Livros
segundo a tradição e a doutrina dos apóstolos: Lucas, Atos, Hebreus, Apocalipse
e II Pedro.
d)Houve
rejeição de livros escritos mais tarde, após o tempo dos apóstolos. Isso
explica a rejeição final das epístolas de Clemente e etc...
e)Também
foram rejeitados os escritos ridículos ou fabulosos - Entre esses podemos
enumerar a maior parte dos livros apócrifos, o evangelho de Tomé, os evangelhos
de André, os Atos de Paulo, o Apocalipse de Pedro e etc...
f)Uso
universal por parte da igreja inteira - Alguns livros foram aceitos apenas por
determinados setores da igreja, ou somente por alguns indivíduo. Finalmente os
27 livros do Novo Testamento foram aceitos e passaram a ser universalmente
usados na igreja cristã.
Os princípios da descoberta da canonicidade
1d. TESTE PARA A INCLUSÃO
DE UM LIVRO DO CÂNON
Não
sabemos exatamente quais foram os critérios que a igreja primitiva usou para
escolher os livros canônicos. Possivelmente houve cinco princípios
orientadores, empregados para determinar se um livro do Novo Testamento era ou
não canônico. Se era ou não Escritura. Geisler e Nix registram esses cinco
princípios: 32/141
1) Revela autoridade? - veio da parte de
Deus? (Esse livro veio com o autêntico " assim diz o Senhor"?)
2) É profético? - Foi escrito por um
homem de Deus?
3) É autêntico? (Os pais da igreja tinham a
prática de "em caso de dúvida, jogue fora". Isso acentua a validade
do discernimento que tinham sobre os livros canônicos.")
4) É dinâmico? - veio acompanhado do poder
divino de transformação de vidas?
5) Foi aceito, guardado, lido e usado? -
foi recebido pelo povo de Deus?
Pedro reconheceu as cartas de Paulo como
Escrituras em pé de igualdade com as Escrituras do Antigo Testamento (2Pedro
3:16).
O Cânon do Novo Testamento
1. TESTE PARA A INCLUSÃO
DE UM LIVRO NO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
" Parece muito
melhor concordar com Gaussen, Warfield, Charles Hodge e a maioria dos
protestantes em que o teste básico de canonicidade é a autoridade apostólica,
ou a aprovação apostólica, e não simplesmente autoria apostólica."
32/1831
Há nas epístolas um constante
reconhecimento de que na igreja só existe uma o fator básico para determinar a
canonicidade do novo testamento foi a inspiração divina, e o principal teste da
inspiração foi a apostolicidade. 32/181
Geisler e Nix detalham a respeito:
"Na terminologia do Novo Testamento, a igreja foi edificada 'sobre o
fundamento dos apóstolos e profetas' (Efésios 2:20). Os quais Cristo prometera
que, pelo Espírito Santo. Iriam guiar 'a toda a verdade' (João 16:13). Atos
2:42 diz que a igreja em Jerusalém perseverou 'na doutrina dos apóstolos e na
comunhão'. A palavra apostolicidade, conforme empregada para designar o teste
de canonicidade, não significa obrigatoriamente 'autoria apostólica' nem 'aquilo que foi preparado sob
a direção dos apóstolos..."
única autoridade
absoluta; a autoridade do próprio Senhor. Sempre que os apóstolos falam com
autoridade, fazem-no exercendo a autoridade do Senhor. Dessa forma, por
exemplo, quando Paulo defende sua autoridade de apóstolo, baseia-se única e
diretamente na comissão recebida do Senhor (Galatas 1 e 2); quando evoca o
direito de regulamentar a vida da igreja, declara que sua palavra tem a
autoridade do Senhor, mesmo quando nenhuma palavra específica do Senhor lhe
tenha sido transmitida (1Coríntios 14:37; cf. 1Coríntios 7:10)..."
88/117,18
O
único que, no Novo Testamento, fala com uma autoridade interna e que se impõe
por si mesmo é o Senhor." 67/18
Habitualmente, os Apóstolos fizeram
referências ao Antigo testamento como autoridade divina (Rm.3.2,21; I Co.4.6;
Rm.15.4; II Tm.3.15-17; II Pd.1.21). Igualmente, os Apóstolos baseavam os seus
ensinos orais ou escritos na autoridade do Antigo Testamento (I Co.2.7-13;
14.17; I Ts.2.13; Ap.1.3). E ainda, ordenavam que seus escritos fossem lidos
publicamente (I Ts.5.27; Cl.4.16; II Ts.2.15; II Pd.1.15; 3.1-1). Portanto, era
mais do que natural e lógico que a Literatura do Novo Testamento fosse
acrescentada à do Antigo Testamento, fazendo assim o Cânon do Novo Testamento.
No próprio Novo testamento se vê a íntima relação existente entre ambos os
testamentos (Antigo e Novo). Veja-se
em I Tm. 5.18; II Pd.3.1,2,16). Na época
pós-apostólica, os escritos procedentes dos apóstolos foram igualmente
colecionados em um segundo volume do Cânon até se completar o que se cognomina
hoje de Novo Testamento.
A coleção completa, fez-se vagarosamente
e por várias razões. Alguns livros só eram reconhecidos como apostólicos em
algumas igrejas; somente quando estes livros chegaram ao
conhecimento
de todas as igrejas e em todo o Império Romano, foi que foram realmente aceitos
como sendo de autoridade Apostólica. O processo adotado foi lento por causa do
aparecimento de algumas literaturas apócrifas, heréticas e portanto, espúrias,
com o intuito de ensinar outras doutrinas não cristãs. Apesar desta lentidão,
os livros foram aceitos e
considerados
canônicos por serem de autoria Apostólica.
Apesar da formação do Novo Testamento em
um só volume de livros ter sido morosa, nunca deixou de existir a crença de se
tratar de um compêndio de regra de fé primitiva e Apostólica. A história da
formação do Cânon do Novo Testamento serve para mostrar como se chegou
gradualmente a conhecer e reconhecer estes mesmos livros como inspirados por
Deus.
As diferenças de opinião acerca de quais
livros seriam aceitos como canônicos, foram constatadas nos escritos das
igrejas ao longo do segundo século de nossa era
1a. OS LIVROS CANÔNICOS
DO NOVO TESTAMENTO
Há três razões que mostram a necessidade
de se definir o cânon do Novo Testamento. 23/24
1)Um
herege, Marcião (cerca de
140
A.D.), desenvolveu seu próprio cânon e começou a
divulgá-lo. A igreja precisava contrabalançar essa influência decidindo qual
era o verdadeiro cânon das Escrituras do Novo Testamento.
2)Muitas
igrejas orientais estavam empregando nos cultos livros que eram claramente espúrios.
Isso requeria uma decisão concernente ao cânon.
3)O edito
de Diocleciano (
303 A.D.)
determinou a destruição dos livros sagrados dos cristãos. Quem desejava morrer
por um simples livro religioso? Eles precisavam saber quais eram os verdadeiros
livros.
Atanásio de Alexandria (
367
A.D.) nos apresenta a mais antiga lista de livros do
Novo Testamento que é exatamente igual à nossa atual. A lista faz parte do
texto de uma carta comemorativa escrita às igrejas.
Logo após atanásio, dois escritores,
Jerônimo e Agostinho, definiram o cânon de 27 livros. 15/112
Policarpo (
115 A.D.), Clemente e outros
referem-se aos livros do Antigo e do
Novo Testamento com a expressão "como está escrito nas
Escrituras".
Justino Mártir (100-
165 A.D.), referindo-se à
Eucaristia, escreve
em
primeira Apologia 1.67: "E no Domingo todos aqueles que
vivem nas cidades ou no campo se reúnem num só local, e, durante o tempo que
for possível, lêem-se as memórias dos apóstolos ou escritos dos profetas. Então,
quando o leitor termina a leitura, o presidente faz uma admoestação e um
convite a que todos imitem essas boas coisas".
Irineu (
180 A.D).F.F. Bruce escreveu
acerca do significado de Irineu: "A importância de Irineu está no seu
vínculo com a era apostólica e nos seus relacionamentos ecumênicos. Educado na
Ásia menor, aos pés de Policarpo, o discípulo de João, Irineu tornou-se bispo
de Lion, Gália, em
180 A.D.
Seus escritos confirmam o reconhecimento canônico dos quatro evangelhos, Atos,
Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2
Timóteo, Tito, 1 Pedro e 1 João e
Apocalipse.
Inácio (50-
115 A.D.): "Não quero
dar-lhes mandamentos tal como fizeram Pedro e Paulo; eles foram
apóstolos..." (Aos Tralianos 3.3).
Os
concílios da igreja. É uma situação bastante parecida com a do Antigo
Testamento (veja capítulo 3,
6C,
o concílio de Jâmnia).
F.F. Bruce afirma que "quando
finalmente um concílio da igreja - o sínodo de Hipona (
393 A.D.) - elaborou uma lista
dos vinte e sete livros do Novo Testamento, não conferiu-lhes qualquer
autoridade que já não possuíssem, mas simplesmente registrou a canonicidade
previamente estabelecida.
Desde então não tem havido qualquer
restrição séria aos 27 livros aceitos do Novo Testamento, quer por católico -
romanos quer por protestantes.
1b. OS APÓCRIFOS DO NOVO
TESTAMENTO 32/200-205
A Epistola de pseudo - Barnabé (cerca de
70-
79 A.D.)
Epístola aos Corítios (cerca de
96 A.D.)
Antiga Homília, também chamada Segunda Epístola de Clemente (cerca
de 20-
140 A.D.)
Pastor de Hermas (cerca de 115-
140 A.D.)
Didaquê, ou o Ensino dos Doze Apóstolos
(cerca de 100-
120 A.D.)
Apocalipse de Pedro (cerca de
150 A.D.)
Os Atos de Paulo e Tecla (
170 A.D.)
Epístola aos Laodicenses (século quarto?)
O Evangelhos Segundo os Hebreus (65-
100 A.D.)
As Sete Epístolas de Inácio 9cerca de
100 A.D.)
E muitos outros.
1.C
OS LIVROS APÓCRIFOS FORAM OU NÃO INSPIRADOS ?
Você poderia dizer: Já que você diz que
os apócrifos não foram inspirados, então me dê provas. Pois bem, o problema dos
livros apócrifos cresce de importância, na medida em que a Igreja Católica
Romana afirma que a Bíblia dos Evangélicos é falsa; justamente a partir do fato
da não aceitação dos tais livros apócrifos, e que, por via de conseqüência, é a
Bíblia dos católicos a que é realmente verdadeira e canônica.
Veja bem! O Cânon dos Judeus foi aceito
pela comunidade cristã e consiste nos mesmos livros que aparecem nas Bíblias
dos Evangélicos, num total de 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo
Testamento, perfazendo assim um total de 66 livros e não 73 como pretende a
igreja Católica Romana, a partir da inclusão dos apócrifos.
Os 66 livros existentes nas Bíblias
Evangélicas foram aprovados pelos judeus, pela Igreja Primitiva e inclusive,
pela própria Igreja Católica Romana em alguns dos seus Concílios, tais como:
1. O Concílio de Damause I (
366 a
384 A.D.)
2. O Concílio de Inocente I (
402 a
417 A.D.)
3. O Concílio de Gelasius I (
492 a
496 A.D.)
4. O Concílio de Hermidas (
520 a
523 A.D.)
5. O Concílio de Laodicéia (
363 A.D.)
6. O Concílio de Hipo (
393 A.D.)
7. O Concílio de Cartago (
397 A.D.)
8. O
Concílio de Florença (
1441 A.D.)
Em todos estes Concílios, os livros
aceitos como canônicos foram os mesmos 66 que constam nas Bíblias Evangélicas,
e não os 73 constantes das Bíblias Católicas. Porém, no Concílio de Trento, em
1546, depois da reforma Protestante (Lutero) foi que a Igreja Católica Romana
decidiu incluir os tais 7 livros apócrifos e alguns fragmentos aos livros de
Ester e Daniel. Ora, o Cânon, ou seja, as Escrituras medidas e achadas certas,
foi estabelecido pelos judeus que
examinaram os livros e os acharam conforme a inspiração divina. Depois
daquele exame, os mesmos sábios separaram alguns livros e os consideraram
apócrifos, espúrios, falsos, justamente por não se enquadrarem dentro das
normas pré-estabelecidas para a sua canonicidade.
Quando se lê qualquer um dos livros apócrifos, logo se nota as
fantasias ali colocadas. Consideramos um absurdo, por exemplo, o fato do autor
pedir perdão pelo que escreveu, como se nota num dos apócrifos (Eclesiástico).
1.d ALUSÕES IMPLÍCITAS AOS
APÓCRIFOS:
para condená-los e para
repudiá-los. Por exemplo, em Ap.21.8 encontramos algo que é frontalmente
contrário a Tobias 6.4. como explicar isto? É que em Apocalipse diz que quanto
aos feiticeiros, a sua parte será no lago de enxofre; já em Tobias lemos a
enfatização à prática da feitiçaria, respaldada na atitude de pegar o fígado de
um peixe fisgado nas águas do rio Tigre, e, depois de passá-lo na brasa,
provocando uma fumaça estranha e miraculosa; com ela, espantar os demônios.
Mais adiante o mesmo Tobias 3.8 informa que o fel do peixe foi passado nos
olhos do pai de Tobias, que também se chamava Tobias e este fora curado de uma
cegueira. Isto é uma autêntica bobagem, além de ser uma grande mentira. Em
Ap.21.8 lemos que os mentirosos não entrarão no reino dos Céus.
Em Dt. 18.9-14 vamos
encontrar uma condenação à prática destas coisas, enquanto que em Tobias
encontramos os benefícios pela prática destas mesmas coisas. No livro de Tiago
3.11 lemos "Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água
amargosa?" Pois bem, como explicar que Deus que é a nossa fonte, proíba a
feitiçaria em Deuteronômio e a recomende em Tobias, um livro apócrifo? Isto se
constituiria numa tremenda contradição.
Outra contradição flagrante em Tobias e
em mais alguns livros apócrifos está no fato de sugerirem eles a salvação pela
prática das obras; entretanto, lendo em At.10.2 e Ef.2.8-9 vamos concluir que a
salvação acontece exclusivamente pela graça Divina, mediante a fé e não pelas
obras; e mais, que o ato salvívico vem de deus e não dos homens. Como é absurda
a doutrina pregada pela Igreja Católica Romana, principalmente a partir do
Concílio de
Trento, através das
páginas enlameadas e espúrias dos livros apócrifos.
2. CÂNON DO NOVO
TESTAMENTO (SEU DESENVOLVIMENTO)
A princípio os 27 livros do canônicos do
Novo Testamento foram reconhecidos oficialmente. A partir daí não houve
movimentos dentro do Cristianismo no sentido de acrescentar ou eliminar livros.
O cânon do Novo Testamento encontrou acordo geral no seio da igreja universal.
*
Os Estímulos para que se coligissem oficialmente os livros - Varias forças
contribuíram para que se oficiasse os 27 livros do Novo Testamento. As quais
foram:
*
O Estímulo eclesiástico a lista dos canônicos – A igreja primitiva tinha
necessidades internas e externas que exigiam o reconhecimento dos livros
canônicos. Sem uma lista dos livros reconhecidos, aprovados seria difícil para
a igreja primitiva a execução dessa tarefa. A combinação dessas forças exerceu
pressão sob os primeiros pais da igreja para produzirem uma lista oficial dos
livros canônicos.
·O
Estímulo Teológico – Exigia-se um pronunciamento oficial da igreja a respeito
do cânon. Pois visto que toda a escritura era proveitosa para a doutrina,
tornou-se cada vez mais necessário definir os limites do legado doutrinário
apostólico. Devido o Herege ter publicado uma lista muito abreviada dos livros
canônicos, tornou-se necessário uma lista completa dos livros canônicos; pelo
qual definissem com precisão os limites do cânon Sagrado.
·O
Estímulo Político – A política passou a influir na igreja primitiva. As
perseguições do Imperador Diocleciano foram muitas. Mas Constantino (um novo
imperador) se convertera ao Cristianismo, e este pediu que fosse necessário a
criação da lista dos livros canônicos.
·A
Compilação e o reconhecimento progressivo dos livros canônicos – O Novo
Testamento havia sido escrito durante a última metade do século I. Havendo tão
grande diversidade geográfica de origens e destinatários, nem todas as igrejas
haviam possuir de imediato cópias de todos os livros inspirados do Novo
Testamento. Enfim seria preciso algum tempo até que houvesse um reconhecimento
geral de todos os 27 livros do cânon do Novo Testamento. Daí a igreja primitiva
começou de imediato a coligir todos os escritos apostólicos que pudessem
autenticar.
·A
seleção dos livros fidedignos - Desde o princípio havia falsos escritos, não
apostólicos, não fidedignos
em circulação. Por isso escreveu Lucas
em seu Evangelho à respeito
sobre a vida de Jesus Cristo, Já que havia nesse tempo alguns relatos inexatos
em circulação da vida de Cristo.
Sabemos também que os cristãos foram advertidos quanto as
falsas cartas que lhe teriam sido enviadas em nome do apóstolo Paulo.
João, em seu evangelho destrui uma crendice que circulava
no seio da igreja do século I, segundo o qual ele jamais morreria (Jo. 21:
23,24).
Em sumo, podemos dizer que no seio da igreja havia um
processo seletivo
em
operação. Toda e qualquer palavra de Cristo, era submetido ao
ensino apostólico, de tal autoridade. Se tal palavra ou obra não pudesse er
comprovada pelas testemunhas oculares (Lc. 1:2; At, 1:21-22), era
rejeitada.
· A
leitura de livros autorizados - Outro sinal de que o processo da canonicação do
Novo Testamento iniciou-se imediatamente na igreja do século I foi a prática da
leitura pública oficial dos livros apostólicos. Paulo havia ordenado aos
Tessalonicenses: "Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a
todos os santos irmãos" (1Ts. 5:27).
A leitura em público das palavras
autorizadas de Deus era um costume antigo. Moisés e Josué o praticaram ( Ex.
24:7; Js. 8:34). Enfim, em suma, as igrejas estavam envolvidas num processo
incipiente de canonização. Essa aceitação original de um livro, o qual era
autorizadamente lido nas igrejas, teria importância crucial para o
reconhecimento posterior de um livro canônico.
* A circulação e a compilação dos livros -
Enfim o processo de canonização desde o início da igreja estava
em andamento. Os livros
só eram circulados pelas igrejas, caso fossem examinados e dado por autêntico,
Isso tomou-se forma nos tempos dos apóstolos, lá pelo final do século I, já
todos os 27 livros do Novo Testamento haviam sido recebidos e reconhecidos
pelas igrejas cristãs. O cânon estava completo, e aceito por todos os crentes
de todas as cidades. Mas, por motivo da multiplicidade dos falsos escritos, e
da falta de acesso imediato as condições relacionadas ao recebimento inicial de
um livro, o debate a respeito do cânon prosseguiu por vários séculos, até que
universalmente a igreja reconheceu a canonicidade dos 27 livros do Novo
Testamento.
A Credibilidade da Bíblia
1.A FIDEDIGNIDADE E
CONFIABILIDADE DAS ESCRITURAS
TÓPICO 1 - A CONFIRMAÇÃO
DO TEXTO HISTÓRICO
1b. Introdução
Estamos provando aqui não a inspiração,
mas a credibilidade histórica das Escrituras.
Deve-se testar a credibilidade histórica
das Escrituras pelos mesmos critérios usados para testar todos os documentos
históricos.
C. Sanders, em Introduction to Research
in English Literary History (introdução à pesquisa em História da Literatura
Inglesa), relaciona e explica os três princípios básicos da historiografia.
São, a saber, o teste bibliográfico, o teste das evidências internas e o das
evidências externas. 81/143ss.
2b. OTESTE BIBLIOGRAFICO
DA CREDIBILIDADE DO NOVO TESTAMENTO
O
teste bibliográfico é um exame da transmissão textual pela qual os documentos
chegam até nós. Em outras palavras, uma vez que não dispomos dos documentos
originais, qual a credibilidade das cópias que temos em relação ao número de
manuscritos e ao intervalo de tempo transcorrido entre o original e a cópia
existente? 64/26
F.E Peters ressalta que "baseando-se
apenas na tradição dos manuscritos, as obras que formam o Novo Testamento dos
cristãos foram os livros antigos mais freqüentemente copiados e mais amplamente
divulgados." 69/50
1c. EVIDÊNCIAS DOS
MANUSCRITOS ACERCA DO NOVO TESTAMENTO
Atualmente sabe-se da existência de mais
de 5.300 manuscritos gregos do Novo Testamento. Acrescentam-se a esse número
mais de 10.000 manuscritos da Vulgata Latina e, pelo menos, 9.300 de outras
antigas versões, e teremos mais de 24.000 cópias de porções do Novo
Testamento.
Nenhum outro documento da história antiga
chega perto desse números e dessa confirmação. Em comparação, a Ilíada de
Homero vem em segundo lugar, com apenas 643 manuscritos que sobreviveram até
hoje. O primeiro texto completo e preservado de Homero data do século treze.
58/145
A seguir apresentamos um quadro
estatístico dos manuscritos remanescentes do Novo Testamento:
|
Gregos
|
|
Unciais
|
267
|
|
|
Minúsculas
|
2.764
|
|
|
Lecionários
|
2.143
|
|
|
Papiros
|
88
|
|
|
Achados recentes
|
47
|
Manuscritos
|
|
TOTAL
|
5.309
|
Gregos existentes
|
|
Versão Vulgata Latina
|
Mais de 10.000
|
|
Etiópico
|
Mais de 2.000
|
|
Eslavônico
|
4.101
|
|
Armênio
|
2.587
|
|
Versão Siríaca
(peshita)
|
Mais de 350
|
|
Copta
|
100
|
|
Árabe
|
75
|
|
Versão Velha Latina
|
50
|
|
Anglo - Saxônico
|
7
|
|
Gótico
|
6
|
|
Sogdiano
|
3
|
|
Siríaco Antigo
|
2
|
|
Medo - Persa
|
2
|
|
Frâncico
|
1
|
As informações para os gráficos acima
foram extraídas das seguintes fontes:
ALAND, Kurt. Journal of Biblical
Literature (Revista de Literatura Bíblica),v. 87, 1968.
ALAND, Kurt. Kurzgefasste Liste Der
Griegrischen Handschriften Des Neuen Testaments (Breve Lista dos Manuscritos
Gregos do Novo Testamento). W. De Gruyter, 1963.
ALAND, Kurt. "Neue Neutestamentliche
Papyrii III" (Novos Papiros Terceira Parte). In. New Testament Studies
(Estudos do Novo Testamento). Jul. de 1976.
METZGER, Bruce. The Early Versins of the
New Testament As Antigas Versões do Novo Testamento). Oxford: Clarendon
1977.
PARVIS, Merrill M. e WIKGREN, Allen, ed.
New Testament Manuscript Studies (Estudos do Manuscritos do Novo Testamento).
Chicago University of Chicago, 1950.
RHODE, Eroll F. An Annotated List of Amenian
New Testament Manuscripts (Uma Lista Comentada de Manuscritos Armênios do Novo
Testamento). Tóquio: IKEBURO, 1959.
HYATT, J. Phillip. The Bible and Modern
Scholarship (A Bíblia e a Erudição Moderna). A bingdon, 1965.
John Warwick Montgomery afirma que
"ter uma atitude cética quanto ao texto disponível dos livros do Novo
Testamento é permitir que toda a antigüidade clássica se torne desconhecida,
pois nenhum documento da história antiga é tão bem confirmado
bibliograficamente como o Novo Testamento." 64/29
Sir Frederic G. Kenyon, que foi diretor e
bibliotecário - chefe do Museu britânico, reconhecido como uma das maiores
autoridades em manuscritos, diz: "...além da quantidade, os manuscritos do
Novo Testamento diferi das obras dos
autores clássicos em outro aspecto, e mais uma vez a diferença é bem clara.os
livros do Novo Testamento foram escritos na última parte do século primeiro;
com exceção de fragmentos muitos pequenos, os manuscritos mais antigos
existentes são do quarto século - cerca de
250 a 300 anos depois".
Cremos que, em todos os pontos essenciais, temos um texto bastante fiel das
sete peças remanescentes de Sófocles; no entanto, o manuscrito mais antigo e
substancioso de ´Sófocles foi copiado mais de 1.400 anos depois de sua
morte." 48/4
Em The Bible and Archaeology (A Bíblia e a
Arqueoloiga), Kekyon afirma: "De modo que o intervalo entre as datas da
composição do original e os mais antigos manuscritos existentes se torna tão
pequeno a ponto de, na prática ser insignificante. Assim, já não há base
qualquer dúvida de que as Escrituras tenham chegado até nós tal como foram
escritas. Pode-se considerar que finalmente estão comprovadas tanto a
autenticidade como a integridade dos livros do Nono Testamento." 46/288
F.J.A. Hort acrescenta, com acerto, que
"na variedade e multiplicidade de provas sobre as quais repousa, o texto
do Novo Testamento destaca-se de um modo absoluto e inigualável entre os textos
em prosa da antigüidade." 43/561
J. Harold Greennlee declara: "...o
número de manuscritos néo - testamentários disponíveis é surpreendentemente
maior do que os de qualquer outra obra da literatura antiga. Em terceiro lugar
os mais antigos manuscritos existentes do Novo Testamento foram escritos numa
data muito mais próxima da composição do texto original do que no caso de
qualquer outro texto da literatura antiga". 37/15
2. O NOVO TESTAMENTO
EM COMPARAÇÃO COM OUTRAS
OBRAS DA ANTIGÜIDADE
2a. A Comparação de manuscritos
Em Merece Confiança
o Novo Testamento?, F.F. Bruce faz comparações entre o Novo Testamento e
antigos textos de história, e apresenta uma descrição marcante a respeito:
"Talvez possamos avaliar melhor quão rico é o Novo Testamento em matéria
de evidência manuscrita, se compararmos o material textual subsistente com
outras obras históricas da antigüidade. O texto das porções existentes das duas
grandes obras históricas de tácito depende totalmente de dois manuscritos, um
do século nono e outro do século onze.
Os manuscritos remanescentes das obras
menores de tácito (Dialogus de Oratoribus (Diálogo sobre os Oradores), Agricola
e Germania) Provêm todos de um códice do século décimo. Conhecemos a história
de Tucídedes (cerca de 460-
400
a.C.) a partir de oito manuscritos, dos quais o mais
antigo data de
900 A.D.,
e de uns poucos fragmentos de papiros, escritos aproximadamente no início da
era cristã. O mesmo se dá com a História de Heródoto (cerca de 480-
425 a.C.). No entanto, nenhum
conhecedor profundo dos clássicos daria ouvidos à tese de que a autenticidade
de Heródoto ou Tucídedes é questionável porque os mais antigos manuscritos de
suas obras foram escritos mais de 1.300 anos depois dos originais."
16/23,24
Em Introduction to New Testament Textual
Criticism (Introdução à crítica Textual do Novo Testamento), Greenlee escreve
acerca do hiato de tempo entre o manuscrito original (o autógrafo) e o
manuscrito existente (a velha cópia remanescente), afirmando que "os mais
antigos e conhecidos dos manuscritos da maioria dos autores gregos clássicos
foram escritos pelo menos mil anos depois da morte do seu autor. O intervalo de
tempo para os escritores latinos é um pouco menor, reduzindo-se a um mínimo de
três séculos no caso de Virgílio. Todavia, no caso do Novo Testamento, dois dos
mais importantes manuscritos foram escritos em prazo não superior a 300 anos
após o Novo Testamento estar completo, e manuscritos virtualmente completos, de
alguns livros do Novo Testamento, bem como manuscritos incompletos, mas longos,
de muitas partes do Novo Testamento, foram copiados em datas tão remotas quanto
um século após serem originalmente escritos." 37/36
Greenlee acrescenta que "uma vez que
os estudiosos aceitam que os escritos dos antigos clássicos são em geral
fidedignos, muito embora os mais antigos manuscritos tenham sido escritos tanto
tempo depois da redação original e o número de manuscritos remanescentes seja,
em muitos casos, tão pequeno, está claro que da mesma forma, fica assegurada a
credibilidade no texto do Novo Testamento ". 37/16
Mesmo em relação aos Anais do famoso
historiador Tácito, no que diz respeito aos seis primeiros livros dessa obra,
ela só sobreviveu devido a um único manuscrito, do século nono. Em 1870 o único
manuscrito conhecido da Epístola a Diogneto, um texto cristão bem antigo que os
compiladores geralmente incluem entre os escritos dos pais Apostólicos,
perdeu-se num incêndio na biblioteca municipal de Estrasburgo. Em contraste com
esses dados estatísticos, o crítico textual do Novo Testamento fica perplexo
diante da riqueza de material disponível ". 62/34
F.F. Bruce declara "No mundo não há
qualquer corpo de literatura antiga que, à semelhança do Novo Testamento,
desfrute uma tão grande riqueza de confirmação textual". 15/178
|
AUTOR
|
Data do Original
|
Cópia mais Antiga
|
Intervalo em anos
|
N.º de Cópias
|
|
César
|
100-
44 a.C.
|
900 A.D.
|
1.000
|
10
|
|
Lívio
|
59 a.C. -
17A.D.
|
|
|
20
|
|
Platão
|
|
|
|
7
|
|
(Tetralogias)
|
427 -
347 a.C..
|
900 A.D.
|
1.200
|
|
|
Tácito (Anais)
|
.
|
100 A.D.
|
1100 A.D.
|
1.000
|
|
Obras
|
20(-)
100 A.D.
|
1100 A.D.
|
1.000
|
1
|
|
Plínio Jovem
|
|
|
|
|
|
(História)
|
61 -
113 A.D.
|
850 A.D.
|
750
|
7
|
|
Tucídedes
|
|
|
|
|
|
(História)
|
460 -
400 a.C.
|
900 A | |